Membro da Federação Pro Europa Christiana leva 50.000 Medalhas Milagrosas para a Ucrânia

Porque é que a Federação Pro Europa Christiana decidiu enviar um grande número de Medalhas Milagrosas para a Ucrânia?         

Os bispos ucranianos pediram para consagrar a Rússia ao Imaculado Coração de Maria e solicitaram ao Santuário de Fátima uma imagem de Nossa Senhora para permanecer no país. Isto deu-nos a certeza de que o drama da guerra se combate, acima de tudo, no campo espiritual. Daí a ideia de enviar e distribuir a medalha de Nossa Senhora que trouxe mais graças, a “Medalha Milagrosa”.         

Exactamente quantas eram e como é que as distribuíram?         

Por ora, levámos 50.000. Como se pode imaginar, é difícil chegar às aldeias e às pequenas cidades. Assim, enviámos 20.000 para Kiev e 20.000 para o Bispo Auxiliar de Lviv, Mons. Kava, que, sendo um franciscano conventual, segue a espiritualidade de São Maximiliano Kolbe de difundir a Medalha Milagrosa. O resto foi distribuído aos fiéis das igrejas de Lviv, especialmente onde se encontra a Virgem peregrina de Fátima.           

Teve medo de ir a um país em guerra com a espada de Dâmocles de possíveis bombardeamentos, tanques...?    

Quando recebi a mensagem de um amigo sacerdote, o Padre Paulo Vyskosky, missionário dos Oblatos de Maria Imaculada, de que ele e a sua comunidade iriam parar em Kiev para dar assistência espiritual e caritativa às pessoas afectadas, pensei que se tinham essa coragem e zelo pelas almas numa zona muito próxima da frente de batalha, mais uma razão para eu me armar com esta coragem, indo para uma zona menos afectada pelo conflito. 

Que testemunhos poderia destacar de pessoas que foram confortadas pela Medalha de Nossa Senhora?   

O que mais me impressionou foi o quanto as pessoas estavam gratas pela Medalha. Os católicos na Ucrânia sofreram perseguição e martírio durante décadas, a sua fé é muito profunda porque foi forjada no sangue. E saber que noutros países estão a rezar por eles e que esta Medalha é o símbolo desta união na oração, deixou os seus corações repletos de emoção. Deve-se dizer que as medalhas são muito bem cunhadas e feitas de bom metal, o que as torna ainda mais apreciáveis. Para Deus o melhor, como dizia São Francisco de Assis.     

Como é que esta experiência o ajudou espiritualmente e em que medida se sentiu protegido por Nossa Senhora?       

Encontrar um povo que está a sofrer os horrores da guerra e vê-los rezar pela paz com aquela profunda fé e confiança em Deus, através da Virgem Maria, a quem são muito devotos, fez-me reflectir sobre como vivemos tão tibiamente nos nossos países ocidentais. Deixem-me contar-vos um facto. A Virgem peregrina de Fátima encontra-se na maior paróquia greco-católica do país. Todas as noites fazem uma procissão à volta da igreja recitando o terço. Quando as sirenes antiaéreas soam, a procissão não é suspensa... continua nos subterrâneos da igreja.        

Em que medida vê a solução para os males da humanidade no triunfo do Coração de Maria?

Os bispos ucranianos viram muito claramente que com a conversão do coração dos homens os problemas se resolvem. Se não houver conversão, o pecado do homem continuará a produzir males maiores. Foi por isso que, em Fátima, Nossa Senhora pediu a consagração da Rússia e também a penitência e a conversão. Esta foi a forma que nos indicou para que pudéssemos ver o quanto antes o triunfo do Seu Coração Imaculado.         

Javier Navascués      

Através de InfoCatólica

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