O Papa Francisco visitou a Embaixada da Rússia junto da Santa Sé

O Papa quis manifestar a sua preocupação com a guerra na Ucrânia indo pessoalmente à sede da Embaixada da Federação Russa junto da Santa Sé, chefiada pelo Embaixador Alexander Avdeev, por volta do meio-dia desta manhã. O Papa chegou num monovolume branco e permaneceu no edifício da Via della Conciliazione, n.º 10, durante mais de meia hora, conforme confirmado pelo Director da Sala de Imprensa do Vaticano, Matteo Bruni.

É de ontem, porém, «na hora mais escura» para a Ucrânia, a declaração do Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin. Recordando o apelo dramaticamente urgente do Papa após o início das operações militares russas em território ucraniano, o purpurado observou que «os trágicos cenários que todos temiam estão, infelizmente, a tornar-se realidade», mas que «ainda há tempo para a boa vontade, ainda há espaço para a negociação, ainda há espaço para o exercício de uma sabedoria que impede a prevalência dos interesses partidários, protege as legítimas aspirações de todos e poupa o mundo da loucura e dos horrores da guerra». «Nós, crentes – disse Parolin –, não perdemos a esperança num vislumbre de consciência por parte daqueles que têm nas suas mãos os destinos do mundo».     

Da audiência da passada quarta-feira, soubemos que o Papa apelou, para 2 de Março, a um dia de jejum e oração para «salvar o mundo da loucura da guerra» (o que não só é bom, mas perfeitamente tradicional e que recorda o apelo de Pio XI para todos os cristãos sob a perseguição inicial da URSS, não só católicos mas também ortodoxos). É preciso dizer que 2 de Março é a Quarta-feira de Cinzas, que marca o início da Quaresma, e a Igreja, para esse dia, como para a Sexta-feira Santa, já prescreve o jejum, um dos mais antigos instrumentos ascéticos, adoptado pelo próprio Cristo, agora negligenciado no Ocidente. Bem, quem pode, jejue, pela paz na Europa, certamente, e por outras causas também, mas antes de mais para se curar das suas paixões, dos seus vícios e da própria falta de caridade...  

Maria Guarini

Através de Chiesa e post Concilio

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1 Comentários

  1. Que também se jejue e ore pela guerra movida aos seus cidadãos pelos governos das "demonocracias" ocidentais que os obrigam a mostrar passes sanitários para trabalhar e se deslocar, a receber tratamentos genéticos apelidados de vacinas para viverem, pelas crianças assassinadas nas barrigas das mães para suportarem aqueles tratamentos...Enfim, há muito por que jejuar e orar, nesta Quaresma!

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