«A abordagem antropocêntrica e comunitária é a marca registada do Novus Ordo», explica Viganò

A iniciativa “The Viganò Tapes” consiste em dezoito pequenos vídeos que se traduzem em outras tantas perguntas dirigidas ao Arcebispo Carlo Maria Viganò, antigo Núncio Apostólico em Washington, sobre a situação actual da Igreja e do mundo. O portal Dies Iræ disponibiliza, em língua portuguesa, o texto da décima quarta pergunta-resposta.             


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14. Mas a Iluminação também está ligada às filosofias orientais.

As filosofias neopagãs e as correntes espiritualistas orientais insinuaram na nossa sociedade uma avaliação positiva de conceitos que, originariamente, são de matriz gnóstica e maçónica. Não é um acaso: muitos desses movimentos nada mais são do que a declinação religiosa de princípios filosóficos do Iluminismo, do relativismo, do subjectivismo, do liberalismo e de todos os erros modernos. Assim, a iluminação do Buda – consistente numa espécie de tomada de consciência da própria divinização ou da própria anulação no todo panteístico – encontra o seu correspondente na blasfema Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão, que se torna o centro do mundo, depois de ter expulsado Jesus Cristo.

A verdadeira Religião defende a individualidade do indivíduo no seu íntimo relacionamento com o seu Criador, Senhor e Redentor, e nas suas relações com os seus semelhantes. Na nova concepção antropocêntrica, porém, o indivíduo é anulado numa massa indistinta, na qual o Estado é dono e senhor dos cidadãos; e isso lançou as bases para o Socialismo, o Comunismo, o Nazismo e, hoje, para o globalismo transumanista. Não escapará que, coerentemente, a abordagem antropocêntrica e comunitária é a marca registada do Novus Ordo, em total contraste com a visão teocêntrica da Missa Tradicional.       

Gostaria de lembrar que o budismo, em particular o da Soka Gakkai International, representa uma espécie de versão oriental do pensamento conciliar ecumenista e não é surpreendente que o seu fundador, Hiromasa Ikeda, tenha colaborado com Aurelio Peccei e o Clube de Roma precisamente em dar ao movimento uma marca religiosa que predispusesse os seus seguidores aos princípios maçónicos e globalistas, impregnados de panteísmo ecologista e de pacifismo, hoje adoptados pela igreja bergogliana. Todos os princípios professados ​​pela Soka Gakkai coincidem com aqueles do globalismo e da Nova Ordem Mundial, também tomando emprestado significativamente o léxico. É também interessante notar que a Soka Gakkai representa uma “heresia” do budismo tradicional, exactamente como é a religião conciliar com respeito ao Catolicismo Romano ou o sionismo com respeito ao hebraísmo ortodoxo. Quando o projecto da Religião Universal se tornar realidade, os fiéis das religiões que não aceitam a visão maçónica e globalista serão excluídos. Mas já agora vemos em acto uma verdadeira derrapagem, por assim dizer, entre progressistas e integralistas.  

O vídeo do décimo quarto episódio foi censurado pelo YouTube e encontra-se disponível aqui.

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