«A Missa Tridentina não é divisiva», sustenta o Cardeal Zen

O portal Dies Iræ publica, em língua portuguesa, uma breve declaração do Cardeal Joseph Zen sobre as notícias acerca da alteração do motu proprio Summorum Pontificum, de Bento XVI. O texto foi originalmente publicado na página oficial do cardeal.


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Li nos jornais notícias bastante preocupantes sobre possíveis restrições à celebração da Missa Tridentina (a que hoje chamamos de forma extraordinária do rito romano). Quero dizer com clareza que não posso ser considerado como extremista desta forma litúrgica e que trabalhei activamente, como sacerdote e como bispo, pela reforma litúrgica depois do Vaticano II, procurando também conter os excessos e abusos, que infelizmente não faltaram também na minha diocese. Portanto, não serei acusado de facciosismo. Mas não posso negar, na minha experiência de Hong Kong, o tanto bem que veio do motu proprio Summorum Pontificum e da celebração da Missa Tridentina. Há aqui um grupo de fiéis que há décadas participa nesta forma que nos vem das riquezas litúrgicas da nossa Tradição, um grupo que nunca criou problemas à diocese e cujos participantes nunca questionaram a legitimidade da Missa renovada. Na comunidade que participa na forma extraordinária em Hong Kong passaram tantos jovens que, através desta Missa, redescobriram o sentido da adoração e da reverência que devemos a Deus, nosso Criador.          

Trabalhei pela reforma litúrgica, como disse, mas não posso esquecer a Missa da minha infância, não posso esquecer quando, ainda criança, em Xangai, o meu pai, católico devotíssimo, me levava à Missa todos os dias e ao domingo me fazia participar em cinco Missas! Sentia uma tal reverência, era tão fascinado (e ainda sou!) pela beleza do canto gregoriano, que penso que aquela experiência tenha nutrido a minha vocação ao sacerdócio, como a tantos outros. Recordo os tantos fiéis chineses (e não creio que todos soubessem latim...) participarem com grande entusiasmo nestas cerimónias litúrgicas, assim como agora posso testemunhar na comunidade que participa na Missa Tridentina de Hong Kong.      

A Missa Tridentina não é divisiva, pelo contrário, une-nos aos nossos irmãos e irmãs de todas as épocas, aos santos e aos mártires de todos os tempos, àqueles que lutaram pela sua fé e que nela encontraram um alimento espiritual inesgotável.       

Joseph Card. Zen      

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1 Comentários

  1. Catholic Faith

    I am not against any religion or people.I am affirming the Catholic Faith in Rome according to Vatican Council II interpreted rationally.
    The Council in Ad Gentes 7 says all need faith and baptism for salvation (John 3:5, Mark 16:16) and LG 8, LG 14, LG 16, UR 3, NA 2, GS 22 etc in Vatican Council II (VC2) refer to hypothetical cases, for me.They are not objective and known non Catholics in 1965-2021 saved outside the Church.So practically we cannot know of any one saved outside the Church, without faith and the baptism of water.
    Most people assume that LG 8, LG 14, LG 16, UR 3, NA 2, GS 22 etc refer to known non Catholics saved outside the Church in 1965-2021 and so they become exceptions to the dogma extra ecclesiam nulla salus(EENS) and the Athanasius Creed which says outside the Church there is no salvation.This is a false premise.There are no such visible cases.If any one was saved outside the Church it would only be known to God.So there are two interpretations of VC2, one rational and the other irrational, one without the false premise and the other with it.Mine is the rational version.The popes since Paul VI have been irrational.They made an objective error.
    So the norm for salvation for Catholics and non Catholics according to the Catholic Church is faith and the baptism of water (AG 7,EENS, Syllabus of Errors of Pope Pius IX, Athanasius Creed, Catechism of the Catholic Church (24Q,27Q), Catechism of the Catholic Church (845,846,1257).
    So I am only affirming my Catholic Faith and not against any religion or any one.Jesus says to love and serve others and not judge and condemn.
    As long as a non Catholic is alive on earth there is hope.The Holy Spirit has taught the Church over the centuries, that God the Father wants all people to be united in the Catholic Church (CCC 845).The Catholic Church is like the Ark of Noah that saves in the flood (CCC 845).All are oriented to the Catholic Church for salvation and are called to be members ( CDF,Notification on Fr. J.Dupuis sj,2001).
    Being saved with the baptism of desire or invincible ignorance are ‘zero cases’ in our reality said the American Catholic apologist, John Martignoni.They are not exceptions to the dogma EENS confirmed Archbishop Thomas E. Gullickson, former Nuncio to Switzerland.This is also the common sense view of Fr. Stefano Visintin osb, former Dean of Theology and Rector of the Benedictine, University of St. Anselm, Rome.
    So for me VC2 is dogmatic. It has a continuity with the past Magisterium of the Church on outside the Church there being no salvation.
    All must believe in the Jewish Messiah,predicted by the Jewish prophets.He made an eternal Covenant, with his Death and Resurection, for the salvation of all who believe and trust in Him, in the Catholic Church, the only Church he founded and which is His Mystical Body, outside of which/whom there is no salvation.
    The Catholic Church is ‘the pearl of great price’,it is the treasure a man finds in the field and gives all to possess it.

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