A estranha diplomacia vaticana

No próximo mês de Setembro, a cidade de Budapeste, na Hungria, acolherá o 52.º Congresso Eucarístico Internacional, inicialmente agendado para Setembro de 2020 e cancelado com a justificação da supositícia pandemia chinesa. O Papa Francisco celebrará a Santa Missa de conclusão do encontro, que ocorrerá no dia 12 de Setembro. Até aqui, aparentemente, tudo bem. Todavia, e em particular para quem segue a diplomacia vaticana, não deixa de provocar estupefacção que o Pontífice, do mesmo modo Chefe de Estado da Cidade do Vaticano, não tenha agendado qualquer encontro com o Presidente da Hungria, o católico János Áder, nem com o Primeiro-Ministro, o conservador Viktor Orbán, ambos do partido Fidesz. Para além de se tratar de uma desagradável desconsideração para com duas das mais elevadas figuras do Estado húngaro, esta é uma situação sem precedentes. Do que é conhecido, atendendo a que a divulgação da agenda da visita relâmpago papal foi adiada (avizinha-se uma alteração de planos, dada a pressão das autoridades húngaras?), presumivelmente devido a este conflito diplomático, o Papa estará em Budapeste apenas na manhã do dia 12, seguindo imediatamente para a Eslováquia, onde, curiosamente, se encontrará com a Presidente, a liberal Zuzana Čaputová, ilustre pelas suas batalhas ecológicas, ininteligivelmente tão caras ao actual Pontífice, que até já com a nada edificante Greta Thunberg se encontrou.

Mas vejamos, muito sucintamente, duas considerações que nos poderão permitir ter uma visão mais esclarecedora desta desfeita papal. A primeira, como não poderia deixar de ser, tem que ver com a linha de acção do Estado húngaro. É sabido que, ao longo dos seus mais de dez anos de governação, com renovadas maiorias, Orbán se tem empenhado na defesa dos pilares da Civilização, dentre os quais a herança cristã, a família e a afirmação da identidade pátria. A título de exemplo, esta é uma pequena parte da realidade da Hungria: registou-se, na última década, um aumento de 40% dos matrimónios e uma queda de 25% dos divórcios, assim como uma diminuição dos abortos na casa dos 30%. Cenário animador, principalmente se tida em consideração a degradação moral e demográfica da Europa. A somar a estes três indicadores, são dignas de menção as medidas adoptadas para a salvaguarda da família natural, constituída por um homem, uma mulher e a prol, com base no matrimónio cristão, e para o providencial enjeitamento das devastadoras ideologias, malfadadamente a minar o solo luso, que atentam contra a inocência das crianças e corroem os alicerces da sociedade. Enfim, é pública a política que a Hungria tem adoptado em questões relativas ao acolhimento de migrantes e que visa, e bem, o combate à invasão islâmica a que a Europa da fraternidade assiste impávida e serena. A segunda consideração é relativa às estranhas ligações que Francisco, desde a sua eleição, ocorrida em 2013, tem mantido com apavorantes líderes políticos. Em 2015, no Vaticano, Evo Morales, ex-Presidente da Bolívia, ofereceu ao Papa um crucifixo sob a forma de foice e martelo, sendo evidente o aprazimento com que o argentino recebeu o mimo boliviano. Já em 2020, sempre no Vaticano, foi a vez do exemplarmente impune Lula da Silva, ex-Presidente do Brasil, visitar Francisco para um encontro em que se terão discutido questões sociais, igualmente muito estimadas pelo líder da Igreja Católica. Identicamente célebre a eufórica fotografia e o empolgado aperto de mão entre os dois sul-americanos. Por fim, deve-se registar a implacável atitude de Francisco para com os prelados norte-americanos que rejeitaram categoricamente a acção infausta do fingidamente católico Biden, movimentado promotor de medidas abortistas e patrocinador das alucinações do lobby LGBT. Laconicamente, o Papa saiu em defesa de Biden e pediu para que os bispos agitadores se remetessem ao silêncio. Se não se trata de conveniência, estamos a falar de quê?  

Face aos factos anteriormente explanados, e ignorando se o Papa reconsiderará um possível encontro com os líderes políticos magiares, fica-se com uma percepção muito clara da lastimável situação que define a paupérrima diplomacia do Vaticano e a inclassificável postura daquele que recebeu o poder das Chaves e de tudo ligar e desligar na terra e no Céu (cf. Mt 18, 18). Urge uma questão final: até quando durará esta tormenta? Kyrie eleison!      

D.C.    

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2 Comentários

  1. Salvé, Maria SS., cheia de Graça.

    bergolio, nem sequer lhe devia ser permitido, entrar no País, pois leva com ele nuvens de demónios.

    Acho bem, que os responsáveis da Hungria, nem sequer dele se devem abeirar.


    Salve-nos, Deus destes demónios, bidé e bergolio.

    Paz e bem



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  2. Talvez ele devesse cumprimentar o católico, agora o protestante deveria passar longe, aliás como de qualquer outro protestante, jvd&v$, maçom, islamico, porque não adianta nada combater só comunas e ficar adulando a maior desgraça e inimiga da Igreja na face da Terra que a maçonaria.

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