Notre-Dame de Paris não é um museu, adverte o seu Reitor, Mons. Patrick Chauvet

No decorrer dos debates sobre o futuro de Notre-Dame de Paris, o seu Reitor, Mons. Patrick Chauvet, aceitou ser entrevistado pela TVLibertés.     

Na dita entrevista, Mons. Chauvet faz uma revisão do estado actual das obras de restauro da Catedral e anuncia uma série de iniciativas na véspera da Semana Santa, para que os católicos parisienses possam voltar a adorar a Deus na sua Catedral.     

Mons. Chauvet explica que, no passado 15 de Abril de 2019, dia do incêndio de Notre-Dame, se questionou, angustiado, como muitos católicos: “Porquê, Senhor?”. E, confessa, a única resposta, nesse dia, foi o silêncio de Deus. Foi essa constatação que o levou a escrever uma profunda e bela obra que intitulou Silêncio de Deus, silêncio dos homens. Ao longo das suas páginas, traça-se o caminho para que o silêncio se converta em palavra: «Se queremos ouvir a Deus, devemos ler a palavra de Deus, encontrar o caminho do desejo interior e rezar».

Mons. Chauvet sublinhou que, antes de mais, a Catedral de Notre-Dame de Paris é um lugar de culto, um edifício para dar glória a Deus e não um mero museu, e que este facto tem consequências. Da mesma forma, advertiu que, para ouvir a Deus, devemos esforçar-nos para escutá-Lo e, nesse sentido, é necessário permitir que Deus encontre o Seu lugar pleno nesta sociedade que, primeiro, O expulsou e que, depois, se queixa da Sua ausência.     

Adaptado de InfoVaticana   

Enviar um comentário

0 Comentários