quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

«A subserviência de Bergoglio à agenda globalista é clara», aponta Viganò

O portal Dies Iræ traduziu e disponibiliza, a pedido do próprio, uma entrevista que Mons. Carlo Maria Viganò concedeu ao norte-americano Steve Bannon e em que aborda, de modo pormenorizado, a questão do acordo Santa Sé-China e a situação política e eclesiástica dos Estados Unidos da América.

1. Agora que o Vaticano renovou o seu insidioso acordo secreto com a China, um acordo que o senhor repetidamente condenou como promovido por Bergoglio com a ajuda de McCarrick, o que podem fazer os “filhos da luz” do Grande Despertar para minar esta ímpia aliança com este brutal regime comunista?       

A ditadura do Partido Comunista Chinês é aliada do deep state mundial, por um lado, para atingir os objectivos que têm em comum, por outro, porque os planos do Great Reset representam uma oportunidade para aumentar o poder económico da China no mundo, a começar com a invasão dos mercados nacionais. Contextualmente a este projecto ad extra, a China persegue ad intra o plano de instauração da tirania maoísta, que só pode ser alcançado com a eliminação das religiões (e, principalmente, da Católica), substituídas por uma religião de Estado que, definitivamente, tem muitos elementos em comum com a religião universal desejada pela ideologia globalista, da qual Bergoglio é o líder espiritual.     

A cumplicidade da deep church de Bergoglio neste projecto infernal priva os Católicos chineses daquela defesa infalível que era representada pelo Papado, que até ao precedente Pontificado de Bento XVI não havia chegado a acordos com a ditadura de Pequim, reivindicando o Romano Pontífice o direito exclusivo quanto à nomeação dos Bispos e ao governo das Dioceses. Recordo que, desde os tempos da administração Clinton, o ex-Cardeal McCarrick foi o elo entre a deep church e o deep state americano, realizando, por conta da Administração, missões políticas na China. E as suspeitas de que a renúncia de Bento XVI envolva a China são muito fortes e consistentes com o quadro que se está a definir nos últimos meses. Estamos, portanto, diante de uma infame traição da missão da Igreja de Cristo, pelos seus próprios líderes, e em conflito aberto com os expoentes da Hierarquia católica chinesa clandestina que permaneceram fiéis a Nosso Senhor e à Sua Igreja, a iniciar pelo Cardeal Zen, exímio confessor da fé, que Bergoglio, recentemente, se recusou vergonhosamente a receber. Os meus pensamentos afectuosos e a minha oração dirigem-se a eles e ao Cardeal Zen.

Nós, crentes, devemos agir a nível espiritual com a oração, invocando de Deus uma especial protecção para a Igreja na China, e com a contínua denúncia das aberrações perpetradas pelo regime chinês. A esta acção também se deve aliar um trabalho de sensibilização dos Governos e das Instituições internacionais não comprometidas com a ditadura comunista chinesa, para que as violações dos direitos humanos e os ataques às liberdades da Igreja Católica na China sejam denunciados e punidos com sanções e fortes pressões diplomáticas. É esta a linha que o Presidente Trump está a seguir com determinação e coragem. As cumplicidades com Pequim, por parte de líderes políticos e religiosos envolvidos em operações obscuras de especulação e fenómenos de corrupção, também devem ser trazidas à luz. Estes interesses comuns representam uma gravíssima traição dos políticos e dos funcionários públicos para com a Nação e dos eclesiásticos para com a Igreja. Penso também que, em alguns casos, esta traição não venha de particulares, mas das próprias instituições, como no caso da União Europeia: é destes dias é um acordo comercial com a China, não obstante a sistemática violação dos direitos humanos e as formas de repressão violenta da oposição.      

Seria um irreparável desastre se Joe Biden, fortemente suspeito de ser cúmplice da ditadura chinesa, fosse designado para a Presidência dos Estados Unidos.      

2. O senhor esteve muito confiante de que Deus deseja uma vitória de Trump para derrotar as forças do mal inerentes ao Great Reset dos globalistas. O que diria para convencer os contrários que são ambivalentes à ideia de que esta é uma batalha histórica entre os filhos da luz e os filhos das trevas?       

Limito-me a considerar quem é o seu adversário e quais são as suas ligações com a China, com o deep state e com os proponentes da ideologia globalista. Penso na sua intenção de nos condenar a usar a máscara, como admitiu francamente. Penso no facto de que, incontestavelmente, ele seja apenas um fantoche nas mãos da elite, pronto a demitir-se assim que decidirem substituí-lo pela vice Kamala Harris.       

Para além do alinhamento político, devemos também compreender que – sobretudo numa situação complexa como a actual – é indispensável que a vitória do futuro Presidente seja garantida na sua absoluta regularidade, afastando qualquer suspeita de fraude e tomando conhecimento das provas contundentes surgidas em alguns estados. Um Presidente proclamado como tal pelos grandes media afiliados ao deep state priva-o de qualquer legitimidade e expõe a Nação a perigosas interferências estrangeiras, já comprovadas nas presentes eleições.           

3. Parece sugerir que a administração Trump poderia ser fundamental para ajudar a trazer a Igreja de volta ao catolicismo pré-Francisco. Como é que pode fazê-lo a administração Trump e como é que os católicos americanos podem trabalhar para salvar o mundo desse “reset” globalista?      

A subserviência de Bergoglio à agenda globalista é clara e o seu contributo para a eleição de Joe Biden é, igualmente, evidente. Assim como evidentes são a hostilidade e os repetidos ataques de Bergoglio contra o Presidente Trump, que considera o principal adversário, obstáculo a ser removido em vista da implementação do Great Reset.         

Assim, por um lado, temos a administração Trump e aqueles valores tradicionais que tem em comum com os dos Católicos; de outro, o deep state do pretenso católico Biden, subserviente à ideologia globalista e à sua agenda perversa, anti-humana, anti-Cristo, infernal.          

Para acabar com a deep church e restaurar a Igreja Católica, será necessário revelar qual foi o envolvimento dos eclesiásticos com o projeto maçónico-mundialista, quais os casos de corrupção e os crimes que possam ter cometido, tornando-se chantagistas, assim como, no campo político, para os membros do deep state, Biden em primeiro lugar. Seria, por conseguinte, desejável que surgissem eventuais provas que estejam na posse dos serviços secretos, especialmente em relação aos reais motivos que levaram à renúncia do Papa Bento XVI e às conspirações subjacentes à eleição de Bergoglio, permitindo, assim, expulsar os mercenários que ocuparam o Igreja. 

Os Católicos americanos ainda têm tempo para denunciar esta subversão global e impedir o estabelecimento da Nova Ordem: pensem no futuro que querem para as novas gerações, na destruição da sociedade. Pensem na responsabilidade que têm, como Católicos, como pais e mães de família, como patriotas, perante Deus, os seus filhos, a Nação.      

4. Contra todas as previsões, os americanos médios batem-se para denunciar o roubo massivo e coordenado das nossas eleições: que conselho daria aos nossos políticos recalcitrantes sobre o que está em jogo para a nossa nação e para o mundo se nos submetermos a tal roubo?    

A Verdade poderá ser negada, pela maioria, por um certo tempo ou, por alguns, para sempre; mas nunca poderá ser escondida a todos e para sempre. Ensina-lo a História, que revelou, inexoravelmente, os grandes crimes do passado e aqueles que os perpetraram.    

Convido, deste modo, os políticos, independentemente da sua filiação política, a tornarem-se paladinos da Verdade, a defendê-la com tesouro irrenunciável que só pode garantir credibilidade às Instituições e autoridade aos representantes do povo, de acordo com o seu mandato, com o que juraram e com a sua responsabilidade moral perante Deus. Cada um de nós tem um papel que a Providência lhe confiou e ao qual seria culposo escapar. Se os Estados Unidos perderem esta ocasião, agora, serão eliminados da História. Se consentirem que se insinue nas massas a ideia de que o veredicto eleitoral dos cidadãos, primeira expressão da democracia, possa ser manipulado e frustrado, serão cúmplices da fraude e merecerão a execração do mundo inteiro, que vê a América como uma nação que conquistou e defendeu a própria liberdade.

5. Na sua carta ao Presidente, de 25 de Outubro, Solenidade de Cristo Rei, falou dos esforços do deep state como «o assalto final dos filhos das trevas». Há um esforço concertado, de globalistas e dos seus parceiros mediáticos, para esconder e obscurecer a verdadeira agenda tirânica implícita no Great Reset, definindo-a como uma selvagem teoria da conspiração. O que diria aos cépticos que ignoram indiferentemente os sinais e projectos para sujeitar a humanidade ao domínio das elites globais?    

O plano do Great Reset serve-se dos grande media como um aliado indispensável: os editores são quase todos parte activa do deep state e sabem que o poder que lhes será concedido no futuro depende exclusivamente da sua adesão servil à agenda.           

Chamar teóricos da conspiração àqueles que denunciam a existência de uma conspiração confirma, no caso, que esta conspiração existe e que os seus autores estão muito incomodados pelo facto de serem descobertos e denunciados à opinião pública. No entanto, são eles que nos dizem: Nada será como antes. E ainda: Build back better, fazendo-nos acreditar que as mudanças radicais que nos querem impor se tornaram necessárias por uma pandemia, pelo progresso tecnológico, pelas mudanças climáticas.          

Aqueles que falavam, há alguns anos, da Nova Ordem Mundial eram chamados de teóricos da conspiração: hoje, todos os líderes mundiais, incluindo Bergoglio, falam impunemente da Nova Ordem Mundial descrevendo-a, precisamente, nos termos em que foi delineada pelos chamados teóricos da conspiração. Basta ler as declarações dos globalistas para entender que a conspiração existe e que eles se orgulham de serem os seus artífices, a ponto de admitirem a necessidade de uma pandemia para alcançarem os seus objectivos de engenharia social.      

Pergunto aos cépticos: se os modelos que, hoje, nos são propostos são tão horríveis, o que poderá esperar os nossos filhos quando a elite conseguir ter o total controlo das nações? Famílias sem pai e mãe, poliamor, sodomia, crianças que podem mudar de sexo, eliminação da Religião e imposição de um culto infernal, aborto e eutanásia, abolição da propriedade, ditadura sanitária, pandemia perpétua. É este o mundo que queremos, que quereis para vós mesmos, para os vossos filhos, para os vossos entes queridos?

Devemos estar todos conscientes do quanto os proponentes da Nova Ordem Mundial e do Great Reset odeiam os valores irrenunciáveis da nossa civilização greco-cristã, como a Religião, a família, o respeito pela vida e os direitos invioláveis
​​da pessoa humana, a soberania nacional.     

6. Advertiu repetidamente que o “Estado profundo” e a “Igreja profunda” conspiraram, de várias maneiras, para derrubar Bento XVI e o Presidente Trump. Além de Theodore McCarrick, quem mais está por trás dessa aliança infernal e de que modo é que os católicos a minam e desmascaram?    

É evidente que McCarrick agiu por conta do deep state e da deep church, mas, certamente, não o fez sozinho. Toda a sua actividade sugere uma estrutura organizacional muito eficiente, na qual foram colocados personagens que o próprio McCarrick fez promover e proteger por outros cúmplices. 

Os factos que levaram à renúncia de Bento XVI ainda precisam de ser esclarecidos, mas um dos membros da deep church, o falecido Cardeal Danneels, admitiu que fazia parte da chamada Máfia de São Galo, que substancialmente deveria ter realizado os desejos de uma Primavera da Igreja, contidos nos e-mails de John Podesta, o chefe de gabinete de Hillary Clinton, publicados pelo Wikileaks.   

Há, assim sendo, um grupo de conspiradores que actuaram e ainda actuam dentro da Igreja para servir os interesses da elite. Em boa parte, são identificáveis, mas os mais perigosos são aqueles que não se expõem, aqueles que os jornais nunca mencionam. São eles que, se Bergoglio não obedecer às suas ordens, não hesitarão em obrigá-lo também a renunciar depois de Ratzinger. Querem transformar o Vaticano numa casa de repouso para Papas eméritos, demolindo o Papado e assegurando o poder: exactamente o que acontece no deep state, onde, como já disse, Biden é o equivalente de Bergoglio.           

Para derrubar o deep state e a deep church, são indispensáveis três coisas:           

1.ª, antes de mais nada, ter consciência de qual é o plano do globalismo e em que medida é instrumental para o estabelecimento do reino do Anticristo, visto que partilha dos mesmos princípios, meios e fins; 

2.ª, em segundo lugar, denunciar, com firmeza, este plano infernal e pedir aos Pastores que defendam a Igreja, rompendo o seu silêncio cúmplice: Deus pedir-lhes-á que prestem contas da sua deserção;    

3.ª, por último, ocorre pedir ao Senhor que dê a cada um de nós a força para resistir – resistite fortes in fide, adverte São Pedro – à tirania ideológica que nos é quotidianamente imposta não só pelos meios de comunicação, mas também por Cardeais e Bispos servos de Bergoglio.

Se nos soubermos demonstrar fortes ao afrontar esta provação; se nos soubermos manter ancorados na rocha da Igreja sem nos deixarmos seduzir por falsos cristos e falsos profetas, o Senhor permitir-nos-á que vejamos derrotado, pelo menos por ora, o assalto dos filhos das trevas contra Deus e contra os homens. Se por pavidez ou cumplicidade seguirmos o príncipe deste mundo, renegando as promessas do Baptismo, seremos, com ele, condenados à derrota inexorável e à danação eterna. Tremo por aqueles que não percebem a responsabilidade que têm diante de Deus pelas almas que Ele lhes confiou. Mas a quantos combaterem com coragem para defender os direitos de Deus, da Pátria e da família, o Senhor assegura a Sua protecção: colocou ao nosso lado a Sua Santíssima Mãe, Rainha das Vitórias e Auxiliadora dos Cristãos. Invocamo-La com confiança, nestes dias difíceis, na confiante certeza da Sua intervenção.

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