quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Os católicos franceses saem à rua contra o encerramento das igrejas

Uma suposta “segunda onda” de casos de COVID-19 levou o governo Macron a proibir as Missas na França e a restringir, ao máximo, a celebração de casamentos e funerais. Os católicos franceses reagiram com marchas e protestos em várias cidades.  

No passado fim-de-semana, os fiéis saíram de casa, desafiando as novas medidas do governo Macron, para se reunirem em frente às igrejas para rezar, exigindo, em silêncio, o seu direito ao culto após os ataques anticristãos islâmicos das últimas semanas.           

De Nantes a Versalhes, os fiéis enfatizaram, desafiando as disposições das autoridades, que não permitirão passivamente que lhes seja tirado o que consideram mais precioso; dizem, com a sua atitude, como os mártires romanos da antiguidade, «sine dominico non possumus».           

Muitos levaram, inclusive, o desafio para as redes sociais, mostrando-se nessas manifestações, que vulneram a legalidade recente, correndo o risco de ser sancionados por se oporem a uma lei que consideram iníqua.       

Para além disso, criaram, nas redes sociais, a hastag #oursoulsmatter – as nossas almas importam –, imitando a popular #BlackLivesMatter.     

Entre os bispos, houve quem tentasse dar a volta ao novo decreto para encontrar lacunas ou interpretações que permitissem um certo espaço de liberdade religiosa. Assim, escreveu o Bispo de Bayonne, Marc Aillet: «Nada impede os sacerdotes de celebrar a Santa Missa nos locais de culto que permanecem abertos e nada impede os fiéis de entrarem individualmente nas igrejas. É a organização das cerimónias religiosas que se considera suspeita».     

Carlos Esteban 

Através de InfoVaticana

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