#USElection2020 – Um ritmo brutal de vida

«Uma consequência desagradável da nossa sociedade tecnológica é a mania de velocidade e de novidade. As primeiras invenções da Revolução Industrial, como o comboio, o navio a vapor e o telégrafo, enalteceram a velocidade mais do que qualquer outro aspecto. Esses avanços tecnológicos ajudaram a desencadear, nas almas, paixões desordenadas profundas, até então contidas, que explodiram como fogos de artifício e se exprimiram num apetite desenfreado de velocidades, sensações e prazeres sempre maiores.          

A adoração do movimento e da mudança manifesta-se através do desejo de tudo o que seja instantâneo, sem a progressão natural das fases intermediárias de velocidade ou de reacção. Gera impaciência com o tempo e o espaço, com base na ideia de que nada deve impedir o nosso acesso aos objectos que nos gratificam. Estimula no Homem um desejo irrequieto de sair de si mesmo e do seu ambiente normal em aparelhos e dispositivos electrónicos para multiplicar a sua conectividade instantânea com outras pessoas, ainda que superficial, ou na intensa dependência dos que encontram gozo em jogos electrónicos acelerados. 

O culto à velocidade é facilitado por uma tecnologia que nos permite multiplicar indefinidamente máquinas e dispositivos de computação, tornando, assim, o rimo de vida cada vez mais rápido. Desse modo, o utilizador torna-se vítima de um ritmo de vida brutal e exaustivo
».          

John Horvat II, in Retorno à Ordem, p. 53

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