quinta-feira, 29 de outubro de 2020

#USElection2020 – O paradoxo da padronização em massa

«Pode-se ver melhor a força propulsora da intemperança frenética na padronização em massa dos produtos. O gigantismo desequilibrado só é possível se houver um consumo desequilibrado capaz de absorver a sua produção maciça.        

Admitimos, desde já, que se faça, normalmente, uma padronização em todas as economias, a fim de garantir produção adequada. Não é razoável esperar que todos os produtos sejam artesanais e diferentes, e a padronização comum proporciona estabilidade aos mercados, pois ajuda a manter a regularidade e a unidade da produção. Os diversos tipos de gasolina padrão, por exemplo, asseguram o funcionamento uniforme e eficiente do combustível.  

Dentro da unidade dessa padronização existe também um grande desejo de diversidade, pelo qual o Homem pode exprimir a sua individualidade. Por esta razão procura maneiras de personalizar, individualizar e produzir sob medida para satisfazer as necessidades específicas essenciais ao seu desenvolvimento pessoal e limitar o efeito nivelador da padronização. As modas sem graça e padronizadas dos países comunistas foram justamente criticadas pelo seu flagrante desrespeito ao Homem e à sua dignidade.        

Uma economia saudável equilibra a padronização com a individualidade e a unidade com a diversidade. Esse equilíbrio perde-se quando entra a intemperança frenética, tornando-se norma aquilo que chamamos de padronização em massa
».    

John Horvat II, in Retorno à Ordem, p. 34

Sem comentários:

Publicar um comentário

«Tudo me é permitido, mas nem tudo é conveniente» (cf. 1Cor 6, 12).
Para esclarecimentos e comentários, queira contactar: info@diesirae.pt