sábado, 24 de outubro de 2020

Rejeitamos uma Igreja gay friendly!

Há alguns dias, por ocasião da apresentação, em Roma, do documentário “Francesco”, da autoria do realizador Evgeny Afineevsky e com o alto patrocínio do chifrudo, os meios de comunicação social, nacionais e internacionais, proclamavam, de forma jubilosa, que, «pela primeira vez, [o] Papa Francisco defende uniões de facto para casais homossexuais»[1].          

Após a publicação desta “bomba”, logo se multiplicaram as palavras de cumprimento a esta “corajosa” decisão de Bergoglio, referindo, a título de exemplo, o elogio de António Guterres, Secretário-Geral da ONU, e, como não poderia deixar de ser, do gay friendly P. James Martin, jesuíta norte-americano conhecido pelas suas posições anti-católicas. Também foram publicadas algumas patéticas cartas-abertas ao Papa que somente demonstram a forma anestesiada como se encontra a Igreja e a Sociedade e, claro, a insciência de quem, a cada linha, só propaga delírios e desatinos. A juntar-se a vozes como estas, surgiu, no passado dia 22, um boçal comunicado da Conferência Episcopal Portuguesa em defesa do Papa e das absurdas e imemoriais declarações que, segundo o parecer da entidade que representa os Bispos portugueses, e cada vez menos os fiéis, se é que alguma vez os representou, «revelam a atenção do Papa às necessidades reais da vida concreta das pessoas» e, acrescenta, «trata-se de um direito de protecção legal dessas uniões, que não afectam a doutrina da Igreja sobre o matrimónio». Terá sido escrita por um gay friendly? E será que é assim? O que é que diz, afinal, a Igreja sobre as uniões sodomitas? Recorrendo a uma declaração, datada de 2003, da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, constatamos que «há que abster-se de qualquer forma de cooperação formal na promulgação ou aplicação de leis tão gravemente injustas e, na medida do possível, abster-se também da cooperação material no plano da aplicação»[2] e, mais à frente, que «não é verdadeira a argumentação, segundo a qual, o reconhecimento legal das uniões homossexuais tornar-se-ia necessário para evitar que os conviventes homossexuais viessem a perder, pelo simples facto de conviverem, o efectivo reconhecimento dos direitos comuns que gozam enquanto pessoas e enquanto cidadãos»[3]. Estamos, pois, diante de uma mentira de todo o tamanho. Pior: estamos diante de uma mentira de todo o tamanho provocada pelo Papa que, à semelhança daquilo a que nos tem habituado, logo se cala depois de semear a discórdia e a confusão. É uma atitude frouxa e típica de alguém duvidoso. Mas que, afinal de contas, é o Papa. Para ele, um pequeno pormenor, para nós, uma grave preocupação.       

Se já sabíamos que pouco poderíamos contar com os nossos Pastores para nos auxiliarem na hercúlea tarefa que, actualmente, constitui a defesa do depositum fidei numa sociedade amplamente secularizada, agora, com esta tomada de posição por parte da Conferência Episcopal, corroborada com as tóxicas e infelizes declarações do seu Presidente, ficamos a saber definitivamente que não podemos esperar absolutamente nada daqueles que, como fazem alarde, se demitiram das suas responsabilidades e que, consequentemente, disso serão chamados a prestar contas a Deus! Mas ainda há mais: para além de sofrerem de uma cegueira absoluta, que se traduz na maleita da sinodalidade, na heresia da adoração de ídolos e noutras práticas semelhantes, também nos foi dado a saber que são peritos em matéria de ilusionismo. A cada dia que passa, continuam a querer enganar-nos com as suas palavras duplas e desviantes, com posturas indignas até para o mais humilde sacristão de uma qualquer paróquia perdida e, agora, com a legitimação daquilo que não tem justificação, porque não é normal, logo frontalmente repudiado por Nosso Senhor!          

Graças a Deus, ainda há Pastores que, no meio de toda esta confusão doutrinal, se fazem ouvir em defesa da Tradição, como é o caso do Cardeais Gerhard Müller e Raymond Leo Burke, do Arcebispo Carlo Maria Viganò e do Bispo Auxiliar de Astana, no Cazaquistão, Athanasius Schneider, que escreveram inúmeras declarações em defesa da verdadeira doutrina. Para estas contas, não entram aqueles Prelados que se ficam sempre pelo “quase” ou que sempre falam em “off” porque têm um pavor tremendo a emitir posições de modo claro e oficial: negam continuamente Nosso Senhor! E não só por três vezes.

O erro continua a ser difundido com tons de arco-íris, muitos dos Pastores acomodam-se e tantos fiéis, na sua maioria inconscientemente, seguem-lhes o rasto, ignorando que caminham para o abismo. A cada dia que passa, a cada declaração feita, eis que se aproxima a queda fatal. O que fazer perante uma situação tão dramática como esta? Inconsoláveis por não podermos contar com os nossos Pastores, mas contando com a garantia absoluta da proximidade de Nosso Senhor e da Virgem Maria, devemos continuar e intensificar as nossas orações e os nossos sacrifícios quotidianos, sobretudo pela conversão do Papa, que há muito vociferou o seu “non serviam”, e de todos aqueles que, profundamente mergulhados no erro, têm o dever de, a cada dia, se configurarem a Cristo, Bom Pastor, e não a Satanás, inimigo perpétuo das almas!

A. B. Pimenta    



[1] Notícia do PÚBLICO de 21 de Outubro de 2020.

[2] Congregação para a Doutrina da Fé, Considerações sobre os projectos de reconhecimento legal das uniões entre pessoas homossexuais, 3 de Junho de 2003, n 5.

[3] Ibid., n. 9.

1 comentário:

  1. Rezemos pela vitória de Trump nas eleições americanos que qual Ciro dos tempos modernos nos poderá fazer reaver a Igreja Católica Apostólica derrotando os conciliaristas aliados ao governo mundial, quais arrianos aliados a Juliano o Apóstata. Imersos que estamos nesta enorme apostasia rezemos para que não seja final de que falava S. Paulo aos Tessalonicenses mas se a for que Deus nos dê forças para não integrarmos as forças dos modernos Judas (Guterres).

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