quarta-feira, 1 de julho de 2020

Médicos austríacos defendem a Comunhão na boca



Vinte e um médicos católicos austríacos escreveram uma carta que dirige um apelo à Conferência Episcopal nacional para que seja revogada a proibição de receber a Sagrada Comunhão na boca, proibição aplicada desde que foi anunciado que a Comunhão na mão seria a única forma permitida para a distribuição da hóstia consagrada.   

Enquanto que as medidas de bloqueio determinadas pelo COVID-19 são gradualmente revogadas em toda a Europa e as Missas são reabertas ao povo, várias Conferências Episcopais, em países como a Itália e a Áustria, decidiram obrigar os sacerdotes a distribuir a Sagrada Comunhão apenas na mão, embora a Comunhão de joelhos e na boca seja a prática tradicional da Igreja Católica.  

Para os católicos de mentalidade tradicional, esta obrigação é equivalente a uma total proibição de receberem a Comunhão. Para estes, são inaceitáveis o desrespeito e o risco de profanação.

Os vinte e um médicos católicos austríacos que assinaram a carta citaram, a sustentar, a opinião profissional do professor Filippo Maria Boscia, Presidente da Associação dos Médicos Católicos Italianos, que declarou: «A Comunhão na boca é mais segura do que na mão».      

Segundo os médicos subscritores, na liturgia católica tradicional – ou seja, o rito tridentino – as medidas preventivas para impedir a disseminação do coronavírus estão mais amplamente presentes do que no Novus Ordo, como quando o padre é obrigado a manter o polegar e o indicador unidos a partir do momento em que consagrou o pão, usando-os apenas para tocar a hóstia, daquele momento em diante, até ao momento em que, mais uma vez, purifica as mãos.

Os médicos comentaram que «os sacerdotes que celebram o rito tradicional têm experiência na administração da Comunhão na boca e praticamente nunca têm contacto com a boca de quem comunga. Todavia, se tal acontecesse, um sacerdote, tendo em conta a situação actual, pode interromper a distribuição da Comunhão para limpar as mãos».    

Os médicos observaram que, quando os fiéis se ajoelham para receber a Comunhão, a contaminação por gotículas é menos provável porque o rosto do sacerdote não está ao mesmo nível que o do fiel que comunga.        

«Do ponto de vista higiénico, é absolutamente incompreensível para nós o motivo pelo qual a Comunhão na boca foi proibida na Áustria. Consideramos esta forma de distribuição mais segura do que a Comunhão na mão», escrevem os médicos, sublinhando que as contaminações são, na maior parte, resultado de mãos sujas, como escreveu o Dr. Boscia quando enfatizou: «O que é certo é que as mãos são as partes do corpo mais expostas aos patógenos».           

Os médicos católicos austríacos concluem a carta recordando que a Congregação para o Culto Divino reconheceu o direito dos fiéis de receberem a Comunhão na boca, sem excepções.       

Jeanne Smits     

Através de Aldo Maria Valli      

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