segunda-feira, 27 de julho de 2020

A guilhotina está preparada também para o liberal Jeff Bezos



O momento mais terrível das revoluções é quando os revolucionários se atacam a si mesmos. É o sinal de que o movimento se está a radicalizar, criando uma insegurança na qual já ninguém se sente seguro. Até os mais fiéis servidores das causas revolucionárias se encontram inesperadamente debaixo de mira, apesar de terem feito concessões, facilitado e apoiado aqueles que trabalham para derrubar o establishment. Fizeram tudo, mas parece que nunca é suficiente.

Tais considerações vêm à mente quando soubemos como os manifestantes quiseram assinalar a sua presença perto da casa, em Washington, do fundador da Amazon, Jeff Bezos, proprietário do muito esquerdista Washington Post. Toda a sua simpatia pelas causas de esquerda, incluindo Black Lives Matter, parece ser inútil. Todavia, este protesto diferia da norma. Além de outros símbolos, também havia um modelo de guilhotina.

Manifestantes usam a iconografia dos revolucionários franceses

A mensagem é clara. O objectivo não é apenas Bezos, mas todos aqueles que fazem parte do establishment oficial. O multimilionário serve como figura representativa de todos aqueles que têm riqueza e que devem ser eliminados. Uma placa em frente à guilhotina dizia: “Apoia as nossas pobres comunidades. Não os nossos homens ricos”.

Esta não é a primeira vez que os manifestantes usam símbolos e técnicas provenientes da sangrenta Revolução Francesa. Também os militantes do fracassado experimento CHAZ/CHOP, de Seattle, faziam referência à guilhotina. Um activista quis que a mudança do nome no CHOP fosse uma referência ao corte das cabeças dos capitalistas (n.d.r., do inglês to chop = cortar).

Os americanos devem levar a sério estes símbolos radicais. Esta não é apenas uma comédia de rua, mas indica o desejo de implementar uma agenda sombria e trágica. As lições da história revelam quão errado é negligenciar aqueles que recorrem aos símbolos. Nas primeiras fases da Revolução Francesa, ninguém pensava que atingiria o grau de massacre que veio a alcançar.

Morte por meio da Máquina

A guilhotina é particularmente emblemática porque recorda como os revolucionários eliminavam sem piedade os seus inimigos.

O mecanismo foi idealizado pelo médico francês Joseph-Ignace Guillotin como instrumento de decapitação para os opositores durante a Revolução Francesa. Antes da Revolução, a decapitação era reservada apenas aos nobres. No entanto, a Assembleia Nacional francesa, em 1789, aprovou uma lei que impunha que todas as condenações à morte fossem executadas «por meio de uma máquina». Deste modo, seria possível executar todos de modo igualitário.

Um símbolo de morte e terror

Portanto, o simbolismo da guilhotina como instrumento de morte e terror deveria fazer tremer os americanos. E deveria levantar questões sobre as reais intenções dos manifestantes que estão a aterrorizar a América. A guilhotina para protestar contra Jeff Bezos transmite uma mensagem que os revolucionários querem colocar abertamente sobre a mesa. Uma manifestação tão radical de intenções deveria levar as autoridades a condenar os manifestantes e os seus símbolos de violência. As organizações de protesto social deveriam emitir declarações a distanciar-se destes activistas que exibem a guilhotina. Os Bispos e o clero deveriam denunciar este símbolo como contrário aos ensinamentos de Cristo. Todavia, como os seus homólogos durante a Revolução Francesa, permanecem calados sobre os promotores da guilhotina e adaptam a política de concessão ao mal. O incidente será racionalizado como uma oportunidade para mostrar “compreensão” e simpatia pelos pobres rebeldes “oprimidos” que nada fazem senão reagir à “injustiça” da sua condição. Não levarão a sério a ameaça contida na lâmina que cai.

O aparecimento da guilhotina nas proximidades de Jeff Bezos desmascara quem são os revolucionários que estão por trás dos actuais confrontos. Ninguém deveria ter ilusões sobre as suas intenções de esquerda radical. Não se trata apenas de revoltas; não são manifestações pelos direitos civis. Esta é uma revolução que visa a ordem constituída e, como tal, deve ser denunciada.

No entanto, o que mais deveria incomodar as pessoas é o facto de que são postos debaixo de mira certos esquerdistas que favorecem as causas de esquerda. Se até estes estão sob ataque, nos próximos dias ninguém estará seguro.

John Horvart II 

Através de Tradition, Family and Property (EUA)

Sem comentários:

Publicar um comentário

«Tudo me é permitido, mas nem tudo é conveniente» (cf. 1Cor 6, 12).
Para esclarecimentos e comentários, queira contactar: info@diesirae.pt