terça-feira, 28 de abril de 2020

Fazer as acções com Maria é, essencialmente, ter Maria como modelo



O pensamento de fazer as acções com Maria é, essencialmente, ter Maria como modelo. Por que ter Maria como modelo é fazer as acções com Maria? Por que a palavra “com” se aplica aí?                 

Aplica-se por causa da ideia do molde, que ele (S. Luís Maria Grignion de Montfort, n. d. r.) desenvolve no Tratado da Verdadeira Devoção. Ele mostra a diferença entre um estatuário esculpir uma estátua e uma pessoa fazer uma estátua com um molde: num molde de ferro, de metal ou de madeira o trabalho é muito mais simples, é só adaptar gesso ali, deixar que seque e sai a figura que se quer obter. Enquanto que o trabalho do escultor – do estatuário que faz com formão e martelo a sua estátua – é um trabalho muito maior, muito mais arriscado; às vezes parte um pedaço do mármore, acontece uma coisa e outra; enquanto que fazendo no molde é rápido, é barato e é seguro porque é certo que a figura assim modelada sai parecida com o original.  

É, portanto, como molde, é por meio do molde que nós fazemos essas estátuas. Bem diz ele que Nossa Senhora é o molde de Nosso Senhor Jesus Cristo, e que Ela é também, para nós, o nosso molde. Quer dizer, se nós nos modelarmos inteiramente conforme Ela, como Ela é o molde de Cristo – nós somos o gesso adaptado àquele molde – nós ficamos parecidos com Nosso Senhor Jesus Cristo. E, então, ter a Ela como modelo é ter a Ela como molde; ter a Ela como molde é fazer tudo com Ela. Este é o sentido de fazer “com Ela”.                    

Plinio Corrêa de Oliveira, excertos de uma conferência de 26 de Maio de 1972     

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