sábado, 15 de junho de 2019

A igreja patriótica nega funeral público ao Bispo de Tianjin



O falecido Bispo de Tianjin, Stefano Li Side, não terá um funeral público. A igreja patriótica, recentemente reconhecida pelo Vaticano, a que se recusava pertencer, proibiu que o Prelado fosse enterrado em cemitério católico.

Se as exéquias do Bispo de Tianjin, Stefano Li Side, falecido aos 92 anos de idade após uma longa doença, são indicação das novas relações entre a Igreja Católica e o governo chinês depois do famoso pacto secreto, a perspectiva não parece ser promissora para a “Igreja das catacumbas”, que permaneceu fiel a Roma durante décadas de perseguição, marginalização, assédio e martírio.

Li Side recusou-se, até o fim dos seus dias, integrar-se nessa igreja patriótica, inventada e controlada pelo Partido Comunista, que foi cismática até aos pactos promovidos pelo Secretário de Estado, Pietro Parolin, e propiciados, em parte, pelo ex-Cardeal Theodore McCarrick.   

Os fiéis da comunidade clandestina católica de Tianjin negoceiam, com o governo local, a possibilidade de celebrar um funeral a nível municipal, não de toda a diocese. Segundo declarou um fiel de Tianjin, à AsiaNews, “o governo local é muito mais acessível que a igreja patriótica”, a mesma que o Papa não apenas admitiu na Igreja, como também reconheceu o seus bispos, obrigando alguns Bispos titulares a cederem-lhes as suas sedes, apesar de serem nomeados e controlados pelo governo oficialmente ateu.           

Até agora, só permitiram celebrar Missas e orações fúnebres em cada igreja da Diocese. O corpo do bispo permanece numa casa mortuária civil e não na Catedral de São José de Tianjin. Alguns sacerdotes da Igreja clandestina puderam entrar na casa mortuária e rezar uma oração fúnebre durante dez minutos. Nos dias posteriores, foi-lhes negada a entrada. Stefano Li Side, Bispo de Tianjin, reconhecido como tal pela Santa Sé, não terá um funeral público, e não por proibição directa das autoridades civis, mas pela vontade da já “católica” igreja patriótica.             

Carlos Esteban 

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