quarta-feira, 1 de maio de 2019

Maio, mês de Maria



Maio é, desde há séculos, o mês de Maria, o mês em que a Santa Igreja venera, de modo mais intenso, a Santíssima Mãe de Deus. Ao iniciarmos este mês mariano, achamos por bem redigir esta breve mensagem dirigida àqueles que, dos mais diversos cantos do globo, nos seguem fielmente – sabendo que o nosso apostolado existe para a maior glória de Deus –, para renovarmos o apelo que Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em 1917, fez, por meio dos Pastorinhos, ao mundo: «Rezem o terço todos os dias!». O Santo Rosário é fonte de grandes graças, não nos cansemos de o rezar devotadamente.                

A Igreja vive um período muito conturbado, disso temos consciência e não nos refugiamos no paganismo que habita muitos dos membros da hierarquia da Santa Igreja e que se esconde na misericórdia desregrada que, normalmente, habita os trampolineiros que, não raras vezes, habitam as casas episcopais, os seminários e as casas religiosas do nosso País, e não só, lamentavelmente. Os príncipes da Igreja, para tristeza de muitas almas, tendem a tornar-se servidores do maligno por abdicarem da sua própria condição. E, quando não é assim, são acusados de quererem ser mais papistas que o próprio Papa. Os senhores da cruz no bolso, a nova forma que muitos dos senhores bispos escolheram para se apresentarem em público – isto, claro, quando ainda se dignam trazer ao peito a cruz que lhes relembra que Nosso Senhor morreu no Calvário por eles –, têm em Maria um refúgio seguro e um verdadeiro caminho para se reconciliarem com a verdadeira doutrina, a doutrina que, ao longo de séculos, fez tantas gerações de santos e que, presentemente, é completamente colocada de parte em nome do maldito ecumenismo que pretende fazer da Igreja uma ONG religiosa. Privilegiam os inimigos assumidos de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Sua Santíssima Mãe em detrimento dos que querem permanecer fiéis à Santa Tradição, condenando-os ao ostracismo e não lhes permitindo terem acesso à Santa Missa de sempre. Peçamos a Maria, Mãe da Igreja, pela conversão dos Bispos, dos Sacerdotes e, logicamente, pela nossa própria conversão, oferecendo sacrifícios de reparação por todas as ofensas cometidas contra o Imaculado Coração de Maria, em particular pelas de que temos conhecimento, recordando, a título de exemplo, as nefastas declarações de um prelado português que, recentemente, colocou em causa a virgindade perpétua de Maria Santíssima. Como católicos, não podemos fazer silêncio enquanto a Mãe de Deus é ofendida continuamente por aqueles que têm a missão de serem rosto visível do Bom Pastor no meio do Povo Santo de Deus!        

Maio é sempre uma boa ocasião para recomeçarmos e, consequentemente, renovarmos o nosso compromisso assumido no dia em que recebemos o Santo Baptismo. Pode ajudar-nos o magnífico Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, da autoria de São Luís Maria Grignion de Montfort. Que Maria, Auxílio dos Cristãos, nos ajude e guie!    

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