segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Satanás tem realmente poder?



Nos tempos em que vivemos, o mundo laico, herdeiro do Iluminismo, do racionalismo e da difusão do ateísmo, tende a afastar os homens da fé, especialmente na velha Europa, em países como a Itália, a Espanha, a França, a Áustria, a Irlanda e assim por diante, onde a fé vai enfraquecendo. O homem de todas as épocas percebe a insuficiência das coisas humanas e, por isso, precisa de Deus; mas, no momento em que está afastado de Deus, busca outro ponto de apoio, sendo então lançado para a superstição, para o espiritismo, para as seitas satânicas e, em geral, para tudo o que definimos como ocultismo. Ao longo da história, tem sido quase matemático que, quando a fé se cala, aumenta a superstição. Parece que é precisamente o mundo laico que, privado de pontos de referência, se aproxima da magia, do oculto, das mais diversas formas de religiosidade ou até directamente do próprio Demónio. Mas o problema de fundo continua a ser o baixíssimo nível de fé neste período histórico. Frequentemente, quando o homem abandona a fé, lança-se no mundo do ocultismo, um mundo perigoso para a psique humana não somente porque numerosas perturbações psíquicas dependem exactamente da frequência deste tipo de práticas, mas também porque pode abrir a porta a males de carácter maléfico. Portanto, nos nossos dias, Satanás não tem mais poder, nem maior poder; o homem é que simplesmente, com essas suas atitudes de aproximação do oculto, dá maior espaço ao Demónio do que no passado.   

P. Gabriele Amorth, in Vade Retro, Satanás!

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