segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Os muçulmanos e os cristãos não adoram o “mesmo Deus”



De acordo com o ex-responsável do mais importante Tribunal do Vaticano, o Cardeal Raymond Burke, muçulmanos e cristãos não adoram o mesmo Deus, já que Alá é um “governador”, enquanto que o cristianismo foi “fundado no amor”.  

A crença moderna de que o islamismo e o cristianismo são fundamentalmente os mesmos “é muito influenciada por um relativismo de uma ordem religiosa”, disse o cardeal numa recente conferência de imprensa.                      

“Eu oiço as pessoas dizerem-me: bem, todos nós estamos a adorar o mesmo Deus. Todos nós acreditamos no amor. Mas eu digo: pare um minuto e vamos examinar cuidadosamente o que é o Islão e o que é que a nossa fé cristã nos ensina”.                

“Eu não acredito que seja verdade que todos nós estamos a adorar o mesmo Deus, porque o Deus do Islão é um governador”, disse Burke. “A sharia é a lei deles, e essa lei, que vem de Alá, deve dominar todo o homem eventualmente”.                 

O Cardeal disse que, diferentemente do cristianismo, a sharia “não é uma lei fundada no amor. Dizer que todos nós acreditamos no amor não é correcto ”.                   

O cristianismo e o islamismo não apenas diferem quanto à natureza das suas leis, propôs Burke, mas também na sua abordagem ao proselitismo e à vitória sobre os convertidos.  

No final, disse que nós temos de entender que “o que eles acreditam mais profundamente, o que atribuem nos seus corações, exige que eles governem o mundo”.         

As palavras do Cardeal ecoaram as recentes declarações de um prelado católico da Hungria, que advertiu que as enormes ondas de migrantes que chegam à Europa devem-se, em grande parte, a uma “vontade de conquista” muçulmana.   

“A jihad é um princípio para os muçulmanos, o que significa que precisam de se expandir”, disse o Arcebispo Gyula Marfi numa entrevista em Agosto. “A terra deve-se tornar islâmica, isto é, território islâmico, introduzindo a sharia, a lei islâmica”.          

As duas palavras dos prelados, de facto, encontram confirmação em recentes afirmações do próprio Estado Islâmico na última edição da sua revista de propaganda, Dabiq.      

“De facto, travar a jihad – espalhar o governo de Alá pela espada – é uma obrigação encontrada no Alcorão, a palavra do nosso Senhor”, diz o texto.  

O Estado Islâmico estava a reagir especificamente às alegações do Papa Francisco de que a guerra travada por terroristas islâmicos não é de natureza religiosa, assegurando ao Pontífice que a sua única motivação é religiosa e sancionada por Alá no Alcorão.   

“Esta é uma guerra divinamente garantida entre a nação muçulmana e as nações de descrença”, afirmam os autores num artigo intitulado ‘Pela Espada’”.                     

O ISIS atacou Francisco pela sua afirmação de que “o Islão autêntico e a leitura adequada do Alcorão se opõem a toda a forma de violência”.     

O Papa Francisco “lutou contra a realidade” nos seus esforços para retractar o Islão como uma religião de paz, insiste o artigo, antes de exortar todos os muçulmanos a assumirem a espada da jihad, a “maior obrigação” de um verdadeiro muçulmano.        

Numa conferência de imprensa em Julho, o Papa Francisco disse aos jornalistas que o mundo está em guerra, mas que não é uma guerra religiosa.    

“Toda a religião quer a paz”, disse ele.          

Na sua conferência de imprensa, o Cardeal Burke insistiu que “o que é mais importante para nós, hoje, é entendermos o Islão a partir dos seus próprios documentos e não presumir que já sabemos do que estamos a falar”.             

[Uma tradução do Dies Iræ. Fonte: Breitbart]

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