quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Morrer por Cristo Rei



Os cristeros foram um grupo de heróis católicos que resistiram exemplarmente ao governo ateu e anti-clerical do México nas primeiras décadas do século passado. Os cristeros lutavam em defesa da Fé e da Igreja e, quando presos e sentenciados à morte, morriam a gritar: “Viva Cristo Rei!” e “Viva a Virgem de Guadalupe!”. 

As Missas, naquele contexto de perseguição brutal, eram celebradas clandestinamente. Quando algum padre chegava ao povoado vestido “à paisana”, a informação corria de casa em casa com toda a discrição.   

Certa vez, um povoado rural aguardava o sacerdote que viria no fim-de-semana. Os catequistas, também clandestinos, já tinham preparado grupos para receber o Baptismo e outros Sacramentos. A celebração aconteceria num velho armazém capaz de abrigar algumas centenas de fiéis. No Domingo de manhã, o depósito estava abarrotado com 600 pessoas. 

De repente, o inesperado: entram no local dois homens uniformizados e armados. Um deles levanta a voz e declara: Aqueles que se atrevem a levar um tiro por Cristo fiquem onde estão. O resto pode sair já! As portas só vão ficar abertas durante 5 minutos.                     

Imediatamente, vários integrantes do coral levantaram-se e saíram. Alguns diáconos também foram embora, seguidos pela maior parte dos fiéis. Em menos dos 5 minutos, apenas 20 pessoas, dum total inicial de 600 paroquianos, tinham permanecido no recinto. O militar que tinha falado olhou, então, para o sacerdote e disse: Muito bem, padre. Eu também sou cristão e já me desfiz dos hipócritas. Pode continuar a celebração.   

Gilberto Gomes Barbosa, in Histórias que Evangelizam      

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