sábado, 19 de janeiro de 2019

Três razões para a comunhão na mão acabar



1. Faltam gestos claros de adoração     
Em primeiro lugar, ao comungar com a mão faltam gestos claros de adoração para com Nosso Senhor. É totalmente diferente a atitude de deixar-se alimentar do Pão dos Céus como uma criança, recebendo-O de joelhos – que é o gesto de maior reverência que podemos ter – ou dar-me a mim próprio a Eucaristia com os dedos. Nós não somos Anjos, que não têm corpo. Somos alma e corpo, o corpo também tem valor. Mostremos reverência também com o corpo!                           

2. Quase sempre há perda de fragmentos da Eucaristia         
Os sacerdotes sabem que, ao fazerem a purificação dos vasos sagrados depois da comunhão, a patena onde esteve Jesus Eucarístico tem quase sempre partículas que são o Corpo de Cristo. Vejam, então, o que não será quando se coloca a Eucaristia na palma da mão. A maioria das pessoas não presta atenção se ficaram partículas na palma da mão depois de comungarem. Em quase todas as igrejas hoje em dia não se usa patena no momento da comunhão para evitar a queda dessas partículas no chão. Essas mesmas partículas são depois pisadas e espezinhadas pelas mesmas pessoas que comungaram, sem sequer se aperceberem! Note-se que não se tratam de casos esporádicos, mas de um fenómeno que se dá em massa, regularmente, em quase todas as igrejas.           

3. Fenómeno crescente de furto de Hóstias consagradas      
A comunhão na mão potencia grandemente a possibilidade de serem furtadas hóstias consagradas. D. Athanasius atesta que, em alguns lugares, há até quem o faça de modo sistemático: “Isto é gravíssimo! Um horror! Devemos defender Aquele que se fez, por amor a nós, O mais indefeso, O mais periférico e O mais pobre, que é Nosso Senhor Sacramentado na Hóstia Sagrada, que é pisado no chão e roubado!”.       

D. Athanasius Schneider, por ocasião de uma conferência em Lisboa, em 2015, acerca da arte de celebrar. Artigo adaptado de Senza Pagare.

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