quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Que havemos de dizer de todas estas pessoas que vivem tão mal?



A seguinte narrativa de São Vicente Ferrer mostrar-vos-á o que podereis pensar sobre isto. Conta ele que um Arcediago, em Lyon, deixou o seu cargo e retirou-se, para um lugar deserto, para fazer penitência e morreu no mesmo dia e hora de São Bernardo. Depois da sua morte, apareceu ao seu Bispo e disse-lhe: “Sabei, Monsenhor, que à mesma hora em que eu morri, morreram também trinta e três mil pessoas. Deste número, Bernardo e eu subimos ao Céu sem demora, três foram para o Purgatório e todas as outras caíram no Inferno”.             

As nossas crónicas relatam um acontecimento ainda mais terrível. Um dos nossos irmãos, bem conhecido pela sua doutrina e santidade, estava a pregar na Alemanha. Representava ele a fealdade do pecado da impureza de um modo tão forte que uma mulher caiu ali morta de tristeza, diante de toda a gente. Depois, tendo voltado à vida, disse ela: “Quando eu fui apresentada diante do Tribunal de Deus, sessenta mil pessoas chegaram ao mesmo tempo, vindas de todas as partes do mundo; daquele número, três foram salvas, passando pelo Purgatório, e todas as restantes condenaram-se”.                          

Oh, abismos dos juízos de Deus! De trinta mil, só cinco se salvaram! E de sessenta mil, só três foram para o Céu! Vós, pecadores que me ouvis, em que categoria sereis vós contados? O que me dizeis? O que pensais?    

S. Leonardo de Porto Maurício, O pequeno número daqueles que se salvam

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