segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Martírio de Santa Inês


Santa Inês em chamas, por Ercole Ferrata
Descendente de uma poderosa família nobre do seu tempo, Inês nasceu em Roma, no ano 291, e, desde muito pequena, foi cristãmente educada pelos seus pais, tendo decidido consagrar a sua pureza a Deus. Com treze anos, Inês foi muito cobiçada por Fúlvio, filho de Semprónio, Prefeito de Roma, mas recusou e, por isso, foi julgada e obrigada a prestar culto a Vesta, a deusa romana do lar e do fogo, tendo rejeitado, ao afirmar: «Se recusei o teu filho, que é um homem vivo, como podes pensar que eu aceite prestar honras a uma estátua que nada significa para mim? O meu esposo não é desta terra!». Apesar das insistências, prosseguiu: «Sou jovem, é verdade, mas a fé não se mede pelos anos, mas pelos sentimentos. Deus mede a alma, não mede a idade. Quanto aos deuses, podem até ficar furiosos, mas eu não os temo. O meu Deus é amor». Por causa desta grande prova de fidelidade à Santa Religião, a jovem Inês foi condenada e exposta nua no Circo Agnolo, na actual Praça Navona, onde se encontra a Basílica de Santa Inês in Agone, ou seja, Santa Inês em Agonia, que conserva a cabeça da mártir Inês. Após duas tentativas falhadas, Inês acabou por ser decapitada, corria o ano 304.

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