quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Carta do Arcebispo Carlo Maria Viganò a Theodore McCarrick



Estimado Arcebispo McCarrick,          

Conforme relatado pelas notícias da Congregação para a Doutrina da Fé, as acusações contra o senhor, por crimes contra menores e abusos contra seminaristas, serão examinadas e julgadas em breve mediante procedimento administrativo.       

Seja qual for a decisão adoptada pela suprema autoridade da Igreja, aquilo que realmente importa, e que magoou aqueles que o estimam e rezam por si, foi que, durante estes meses, o senhor não manifestou nenhum sinal de arrependimento. Encontro-me entre os que rezam pela sua conversão, para que se arrependa e peça perdão às vítimas e à Igreja.           

O tempo está-se a esgotar, mas o senhor ainda se pode confessar e arrepender-se dos seus pecados, crimes e sacrilégios, e fazê-lo publicamente, dado que os mesmos foram tornados públicos. A sua salvação eterna está em risco.  

Mas outra coisa de extrema importância está também em jogo. Paradoxalmente, o senhor tem à sua disposição um imenso dom de grande esperança por parte de Nosso Senhor Jesus Cristo; encontra-se numa condição na qual pode fazer um grande bem à Igreja. De facto, encontra-se numa condição na qual pode fazer pela Igreja algo mais importante que todas as boas obras que tenha feito ao longo de toda a sua vida. Um arrependimento público da sua parte alcançaria uma medida extraordinária de cura a uma Igreja gravemente ferida e sofredora. Está disposto a oferecer à Igreja este dom? Jesus Cristo morreu por nós quando ainda éramos pecadores (Rm 5, 8). Ele apenas nos pede que respondamos com arrependimento e façamos o bem que nos é dado fazer. O bem que é capaz de fazer agora é o de oferecer à Igreja o seu sincero e público arrependimento. Fará este obséquio à Igreja?     

Imploro-lhe que se arrependa publicamente dos seus pecados, para que, assim, a Igreja se regozije e o senhor possa comparecer diante do tribunal de Nosso Senhor Jesus Cristo purificado pelo Seu Sangue. Peço-lhe, não faça que, para si, seja em vão o Seu sacrifício na Cruz. Cristo, Nosso Bom Senhor, continua a amá-lo. Ponha toda a sua confiança no Seu Sagrado Coração. E peça a Maria, como eu e muitos outros estamos a fazer, que interceda pela salvação da sua alma.         

“Maria Mater Gratiae, Mater Misericordiae, Tu nos ab hoste protege et mortis hora suscipe” – Maria, Mãe da Graça, Mãe de Misericórdia, protegei-nos dos inimigos e acolhei-nos na hora da morte.          

Seu irmão em Cristo,       
Carlo Maria Viganò 

Domingo, 13 de Janeiro de 2019         
Festa do Baptismo do Senhor               

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