sábado, 29 de dezembro de 2018

Valeu a pena!



Quando eras menino, não recebeste certas explicações a respeito da religião católica? Ainda te lembras da tua mãe? Ainda te lembras da sua aula de religião? Ainda te lembras da tua primeira comunhão? Ainda te lembras de tal imagem de Nossa Senhora? Ainda te lembras de tal igreja em que entraste em tal ocasião? Ainda te lembras de tal vida de santo que contaram, certa vez, diante de ti e ainda te lembras de algo que mexeu contigo nessas horas? E que te disse, a fundo:       

Ouve e presta atenção: o caminho deve ser outro. É um caminho árduo, mas é um caminho de lógica a partir da verdade e do bem, a partir da fé e da moral.

Segue esse caminho, por mais árduo que seja, e uma luz acompanhar-te-á ao longo da vida. Não será a luz do ouro, não será a luz dos olhos risonhos do bajulador, não será a luz dos fogos da propaganda, não será a luz fictícia ou factícia deste mundo terreno. Mas é uma luz interna, que os olhos não vêem, mas que a alma percebe. É uma paz, é uma segurança em que poderás sentir que, em torno a ti, todos os riscos se levantam, todos os perigos ameaçam desabar sobre ti.        

Contudo, continuando firme, continuando no teu propósito, no teu último alento sentirás que valeu a pena teres vivido, que cumpriste o teu dever e que poderás fazer tuas as palavras de São Paulo: Percorri o caminho que deveria percorrer, cheguei até ao fim do meu caminho, combati o bom combate, ó Deus, dai-me, agora, o prémio da Vossa glória.

Esse momento, o momento da morte que todos temem, valerá por toda a tua vida. Morrerás a poder dizer: “benditas as estrelas que me viram pequenino, bendito o momento em que a minha mãe disse: ‘nasceu um homem’! Porque eu cumpri o meu dever! Eu compareço diante de Deus, talvez sangrando na alma por tudo quanto sofri: pelas ingratidões, pelo abandono, pela negação, pela incompreensão, pela perseguição. Mas, ao menos, ao meu Deus, eu nunca disse ‘não’, eu sempre disse ‘sim’ e sinto que chegou o momento em que Ele olhará para mim e me dirá: “Meu filho, efectivamente sim! Tomo-te nos Meus braços”!        

Dr. Plinio Corrêa de Oliveira, encerramento da XI Semana Especializada para a Formação Anti-Comunista, da TFP, 17 de Julho de 1972

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