sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Santos Inocentes, os companheiros do Cordeiro



Não sabemos aonde é que o Deus-Menino nos quer conduzir neste mundo e não devemos perguntar-Lhe antes do tempo. A nossa certeza é de que «tudo concorre para o bem dos que amam a Deus» (Rom 8, 28), e, ainda, que os caminhos traçados pelo Senhor conduzem para além deste mundo. Ao tomar um corpo, o Criador do género humano oferece-nos a Sua divindade. Deus fez-Se homem para que os homens se pudessem tornar filhos de Deus. Oh, troca maravilhosa!  

Ser filho de Deus significa deixar-se conduzir pela mão de Deus, fazer a vontade de Deus e não a nossa, depositar na mão de Deus todas as nossas preocupações e todas as nossas esperanças, não nos preocuparmos mais connosco nem com o nosso futuro. É sobre este alicerce que assentam a liberdade e a alegria dos filhos de Deus.         

Deus fez-se homem para que nós pudéssemos participar na sua vida. A natureza humana que Cristo assumiu tornou possível que Ele sofresse e morresse. Todos os homens têm de sofrer e morrer mas, se forem membros vivos do Corpo de Cristo, o seu sofrimento e a sua morte recebem força redentora da divindade d’Aquele que é a cabeça.           

Na noite do pecado, brilha a estrela de Belém. E sobre a luz resplandecente que brota do presépio desce a sombra da cruz. A luz extingue-se nas trevas de Sexta-Feira Santa, mas surge mais brilhante ainda, qual sol de graça, na manhã da Ressurreição. O caminho do Filho de Deus feito carne passa pela cruz e pelo sofrimento, até à glória da Ressurreição. O caminho para chegar à glória da Ressurreição com o Filho do homem passa pelo sofrimento e pela morte, para cada um de nós e para toda a humanidade.      

Sta. Teresa Benedita da Cruz, in O Presépio       

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