segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Pontificado nefasto



Há cinco anos, quando se conheceu a eleição de Jorge Bergoglio como sucessor de Bento XVI, sentimos uma enorme decepção. Ele não teria sido o primeiro Cardeal de ideias heterodoxas a ser transformado quando ascendeu a Solo Pontifício, e era isso que nós queríamos. Essa conversão é possível, mas, após cinco anos de verificação de que os medos tinham uma base sólida, a única coisa que se pode esperar é uma queda mais rápida para o abismo.   

Na Roma antiga, os dias eram marcados, no calendário, como fastos ou nefastos. Os fastos eram dedicados aos deuses. Os nefastos ao homem. Se alguém violasse o respeito devido ao fasto, corria o risco de sofrer uma desgraça, como castigo dos deuses pela sua impiedade.         

De João XXIII à actualidade, os pontificados foram cada vez mais nefastos. O culto ao “homem” substituiu, num vastíssimo espaço da hierarquia e dos fiéis, o culto a Deus. Estes pontificados consolidaram essa tendência, com as suas vantagens e desvantagens. Hoje, o pensamento católico generalizado é o de estar ao serviço do mundo, o qual, segundo Jesus Cristo nos advertiu, O odeia (Jo 15, 18). E as consequências concretas desta deriva filosófica produzem espanto na alma que conserva o sentido do sagrado, na alma que anseia encontrar, nos templos e no clero, a encarnação da pompa divina e da missão pontifícia. Ensinar, santificar, reger a vida espiritual dos fiéis e das sociedades. Conquistar as almas, encorajar nas tribulações deste vale de lágrimas, perseverança na Fé, na Esperança e na Caridade.  

A Igreja foi fundada para fazer dos homens filhos de Deus, renovando o homem velho do pecado de um modo radical. A filiação adquire-se com o Baptismo e a permanente renovação da Graça pelos Sacramentos. Alguns deles apagam o pecado e outros fortalecem a alma. São os mesmos que o clero nos nega hoje, quando confundem tudo ou perseguem quem lhos pede, com todo o direito, na sua forma tradicional e perfeita.        

Jorge Bergoglio, Francico, é, quiçá, o mais nefasto dos pontífices da história. Tudo nele é intramundano. Deus passa a ser, na sua teologia, um produto a colocar no mercado, para enriquecer as estruturas de poder com o apoio das massas desnorteadas. Quase um protótipo da crítica marxista, mas, neste caso, não criticado, mas elogiado pelo marxismo cultural, essa mistura demoníaca, produto final do liberalismo. Uma sociedade onde os indivíduos se oferecem “voluntariamente” à opressão dos poderosos.      

Nefasto também será o fim, quando Deus não quiser prolongar o período de misericórdia. A árvore da Igreja já foi violentamente sacudida para que caiam os frutos podres. Falta a poda ou o corte. E a renovação já cresce com vigor, nascida das raízes antigas, para substituir o que foi corrompido. Esperemos com dolorosa paciência.     

Marcelo González    

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