sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Morrer de felicidade



Em 1331, com apenas 8 anos de idade, segundo o costume da época, Imelda entrou no convento. Aos 10, recebeu o hábito de monja dominicana. Embora fosse tão jovem, era uma monja exemplar em todas as actividades da vida religiosa. Porém, algo a intrigava: o facto de que as pessoas recebiam a Sagrada Comunhão e continuavam vivas.            

Como Imelda não tinha idade para comungar, só podia perguntar às religiosas: “Irmã, a senhora recebeu Jesus e não morreu?”. As monjas respondiam assustadas: “O que é isso, menina, porquê morrer?”. A pequena religiosa respondia: “Como pode a senhora receber Jesus, na comunhão, e não morrer de amor e de tanta felicidade?”. Aconteceu que na madrugada de 12 de Maio de 1333, véspera do Domingo da Ascensão do Senhor, Imelda estava na Santa Missa e já não aguentava mais com tanta vontade de comungar. Perguntava-se: “Se Jesus mandou ir a Ele as criancinhas, por que não posso comungar?”. O sacerdote acabava de dar a Sagrada Comunhão às religiosas quando todos viram: uma hóstia saiu do Sacrário e voou pela capela. Parou sobre a cabeça de Imelda. O sacerdote, então, entendeu que era hora de dar-lhe a comunhão.

Ao receber a Santíssima Eucaristia, Imelda colocou-se em profunda adoração. Depois de horas de oração, a Madre Superiora foi ter com a monja e disse-lhe: “Está bem, Soror Imelda? Já adorou bastante Jesus, podemos continuar, vamos a outras actividades do convento”. Imelda, porém, permaneceu imóvel. Depois da insistência da Superiora, nada acontecia. A Madre, então, pegou amorosamente Imelda pelos braços e Imelda caiu sobre ela. Imelda tinha morrido na sua Primeira Comunhão. Cumpriu-se a indagação da pequena grande Imelda: “Como pode alguém receber Jesus, na Sagrada Comunhão, e não morrer de felicidade?”. Aos 11 anos, Imelda morreu de amor e de felicidade por ter recebido Jesus.     

O corpo da Beata Imelda Lambertini encontra-se incorrupto na Capela de São Segismundo, em Bolonha, em Itália. Foi beatificada, em 1826, pelo Papa Leão XII, sendo autorizado o seu ofício litúrgico e a Missa própria. Foi declarada patrona das crianças da Primeira Comunhão, em 1910, pelo Papa São Pio X que, nesse ano, decretou que as crianças poderiam fazer a sua primeira comunhão numa idade inferior àquela estabelecida anteriormente.     

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