sábado, 10 de novembro de 2018

A devoção das três Ave-Marias


A devoção a Nossa Senhora é, sem dúvida, um dos mais eficazes meios de salvação. Os santos doutores são unânimes em afirmar, com Santo Afonso de Ligório, que o verdadeiro devoto de Maria não perecerá. Mas é necessário perseverar até a morte nesta devoção. Ora, existe uma prática mais fácil, mais ao alcance de todos: a de rezar três Ave-Marias em honra dos privilégios concedidos pela Santíssima Trindade a Nossa Senhora. Este costume salutar foi revelado e ensinado a Santa Matilde pela própria Santíssima Virgem “como meio de alcançar seguramente, a graça da perseverança final, isto é, a boa morte”. Convém, pois, a todas as pessoas.      

A primeira pessoa que praticou esta devoção e a recomendou foi Santo António de Lisboa, com a finalidade de honrar a virgindade sem mancha de Maria e, por sua mediação, ter a graça de conservar a pureza de alma e corpo. Muitos puderam experimentar, a exemplo de Santo António, os efeitos salutares dessa prática.  

Mais tarde, São Leonardo de Porto Maurício estimulava que se rezasse três Ave-Marias, de manhã e à noite, para obter a graça de evitar todo o pecado mortal e prometia a salvação aos que fossem fiéis a esta devoção. Santo Afonso Maria de Ligório também adoptou essa prática e aconselhava os confessores a propor essa devoção às crianças.

Finalmente, o Papa Leão XIII aprovou esta devoção e concedeu indulgências aplicáveis às almas do purgatório aos que rezassem as três Ave-Marias acompanhadas da invocação: “Minha Mãe, preservai-me hoje de todo o pecado mortal”. E São Leonardo exclamava: “Oh, como é santa esta devoção! É um meio muito eficaz para assegurar a salvação”.                  

Maria ensinada à mocidade – Pequeno Catecismo de Nossa Senhora

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