sexta-feira, 1 de maio de 2020

Cinco funcionários do Vaticano despedidos no dia de São José Operário



Sua Santidade aproveitou uma estranha data para autorizar o despedimento de cinco funcionários da Santa Sé que estão a ser investigados em relação aos estranhos investimentos, em Londres, da Secretaria de Estado.      

Francisco não quis esperar que a investigação em curso chegasse a uma conclusão sobre a responsabilidade de cinco funcionários da Secretaria de Estado nos investimentos obscuros, em Londres, deste departamento pontifício e autorizou a sua demissão. O 1.º de Maio, Dia do Trabalhador, Festa de São José Operário para a Igreja, o mesmo dia em que o Papa pediu, na Missa, pelos trabalhadores, para que tenham emprego.             

A Secretaria de Estado não alegou causa alguma na carta de despedimento, assegura o jornal italiano Il Messagiero, mas a verdade é que ainda não foi provada a responsabilidade dos despedidos; em qualquer caso, actuaram sempre com o aval do mencionado departamento presidido pelo Cardeal Pietro Parolin e, em última instância, pelo próprio Pontífice.       

A notícia surgia, ontem, através do serviço de imprensa vaticano numa nota que o jornal descreve como «sucinta e quase incompreensível», com certas «passagens sombrias». No decurso das investigações sobre uma série de operações financeiras, «foram feitas provisões individuais para alguns funcionários da Santa Sé, em conformidade com as adoptadas no início da investigação sobre os investimentos financeiros, no sector imobiliário, da Secretaria de Estado».     

A nota faz referência ao caso do edifício londrino descoberto em Outubro passado, quando foram suspensos, do emprego e do respectivo salário, cinco funcionários da Secretaria de Estado. Durante a operação de Outubro, promotores do Vaticano apreenderam documentos, computadores, telefones e passaportes, e bloquearam contas bancárias durante a investigação na secção administrativa da Secretaria de Estado do Vaticano, o órgão central do governo da Igreja. A Autoridade de Informação Financeira do Vaticano (AIF), que é a garante do Vaticano contra a lavagem de dinheiro, também foi registada.                       

Carlos Esteban 

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