segunda-feira, 20 de abril de 2020

França: o Ministro da Saúde torna mais fácil abortar


«Em princípio, nada a opor sobre prolongar, em duas semanas, o prazo para a interrupção voluntária da gravidez farmacológica em casa, devido à epidemia do COVID-19», disse o Ministro da Saúde francês, Olivier Véran, à deputada socialista Laurence Rossignol, que colocou a questão com uma petição, na qual foi expressamente pedido um análogo prolongamento de duas semanas, não só para os abortos farmacológicos, mas também para os cirúrgicos, igual e cruelmente chamados “por aspiração”.  

Efectivamente, o Ministro descreveu como «inquietante» a queda do número de abortos efectuados nas últimas semanas, pelo que, visivelmente preocupado e ao especificar que tinha que resolver primeiro algumas «questões técnicas», acrescentou que está «absolutamente fora de questão que a epidemia do COVID-19 limite o direito ao aborto», não só para confirmar, mas também para encorajar.                            

Incrível como, mesmo em tempos de Coronavírus e de mais coisas em que pensar, a cultura da morte ainda consegue progredir incansavelmente na Europa: os políticos de muitos Países membros da União consideram, actualmente, prioritário matar vidas humanas no útero. Acontece no Reino Unido (que saiu formalmente da União Europeia a 31 de Janeiro de 2020, n. d. r.), acontece na Bélgica, acontece em Itália, agora também acontece em França, onde não apenas os políticos, infelizmente, mas também os ginecologistas, em particular, e a classe médica, em geral, pediram expressamente ao governo, através de um apelo próprio, para garantir o acesso ao aborto, ainda que em plena crise sanitária. De facto, sobretudo em plena crise sanitária, como aponta a petição, recorrendo à habitual anti-língua: «Durante a epidemia, as interrupções voluntárias da gravidez farmacológicas devem ser incentivadas e facilitadas, em tudo garantindo a livre escolha das mulheres».     

Por este motivo, o Ministro Véran informou que pediu aos seus serviços que incentivassem o recurso à teleconsulta, possibilitando, rapidamente, às mulheres em doce espera, um aconselhamento médico antes e depois da toma da pílula abortiva. Sempre se definiu assim, pelo menos, mas, hoje, o adjectivo “doce” soa sinistro naqueles que, na realidade, estão prestes a transformar essa espera num pesadelo, melhor, numa tragédia.       

Através de Corrispondenza Romana.

1 comentário:

  1. Credo!!!
    Porque é que a mãe deste e de outros não os mataram? Que pena!!!
    Só me apetece dizer que precisamos de um "bichinho" pior que o "bichinho chinês".
    De nada adiantam as "benzeduras" e as "preces" rogando a Deus que nos livre de pandemias!
    Peçamos antes a Deus que nos livre de Maus Governantes e sem consciência!
    Ah! Já me esquecia ... falar Verdade custa ...!

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