terça-feira, 7 de abril de 2020

Declaração do Cardeal George Pell


O Dies Iræ publica, em exclusivo para Língua Portuguesa, uma declaração do Cardeal George Pell. 

Defendi constantemente a minha inocência enquanto sofria uma grave injustiça. Tal foi resolvido, hoje, com a decisão unânime do Supremo Tribunal. Mal posso esperar para ler detalhadamente a sentença e as razões da decisão. Não tenho nenhum ressentimento em relação ao acusador, não quero que a minha absolvição aumente o sofrimento e a amargura que muitos sentem; há, certamente, bastante dor e amargura. No entanto, o meu julgamento não foi um referendo sobre a Igreja Católica; nem um referendo sobre como as autoridades da Igreja na Austrália lidaram com o crime de pedofilia na Igreja. A questão era se eu tinha cometido estes crimes terríveis: e não o fiz. A única maneira de verdadeira cura a longo prazo é a verdade e a única base para a justiça é a verdade, porque justiça significa verdade para todos. Um agradecimento especial por todas as orações e milhares de cartas de apoio. Quero agradecer, em particular, à minha família pelo seu amor e apoio e por tudo o que teve de enfrentar, bem como agradecer à minha pequena equipa de consultores, todos aqueles que me defenderam e sofreram as consequências, e a todos os meus amigos e apoiantes, tanto aqui como no exterior. Além disso, os meus mais sentidos agradecimentos e gratidão vão para a toda a minha equipa jurídica pela sua firme determinação em querer fazer prevalecer a justiça, lançar luz sobre a escuridão desejada e revelar a verdade. Finalmente, estou ciente da actual crise sanitária. Estou a rezar por todas as pessoas afectadas e pelo nosso pessoal médico.        

† Card. George Pell


Através de Corrispondenza Romana.

Sem comentários:

Enviar um comentário

«Tudo me é permitido, mas nem tudo é conveniente» (cf. 1Cor 6, 12).
Para esclarecimentos e comentários, queira contactar: info@diesirae.pt