segunda-feira, 27 de abril de 2020

Comentário ao Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem (I)


A 28 de Abril, a Igreja Católica recorda um grande santo: São Luís Maria Grignion de Montfort.    

São Luís Maria nasceu em Montfort-sur-Meu, na Bretanha, a 31 de Janeiro de 1673, e morreu em Saint-Laurent-sur-Sèvre, na Vendeia, a 28 de Abril de 1716; foi beatificado, por Leão XIII, a 22 de Janeiro de 1888 e proclamado santo, por Pio XII, a 20 de Julho de 1947.

Foi um grande pregador e dedicou toda a sua vida à obra das missões, especialmente no noroeste de França, os mesmos territórios que, oitenta anos após a sua morte, veriam a revolta do povo católico contra a Revolução Francesa. A insurgência da Vendeia, foi dito, foi uma consequência da sua pregação.

Cada santo tem uma especial grandeza. A grandeza de São Luís Maria Grignion de Montfort foi ter levado ao seu auge a devoção a Nossa Senhora. De facto, é o autor de uma obra, o Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, que pode ser considerada uma verdadeira obra-prima espiritual.      

Um teólogo dominicano, o padre Antonio Royo Marín, afirma que nenhuma devoção mariana se pode comparar ao Tratado da Verdadeira Devoção, o livro mariano por excelência, que contém uma «sublime doutrina». Uma obra certamente inspirada pelo Espírito Santo, como o foram os Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola e alguns outros livros na história da Igreja.    

Nesta obra, o santo francês explica as razões da grandeza de Maria e revela, com espírito profético, o seu papel nos últimos tempos da história. Mas, sobretudo, ensina-nos um método para amar e servir Nossa Senhora com maior fervor e eficácia: a consagração a Jesus pelas mãos de Maria, o caminho mais breve e seguro para chegar, através de Maria, a Jesus Cristo e, por Ele, a Deus-Pai.     

O Tratado da Verdadeira Devoção é uma leitura muito adequada para o mês de Maio e, em particular, para este mês de maio. Não apenas porque Maio é o mês tradicionalmente dedicado a Maria, mas porque nessas semanas estaremos a preparar-nos para o Pentecostes, que é a festa do Espírito Santo. E São Luís Maria ajuda-nos a compreender mais profundamente o vínculo que existe, com a Encarnação do Verbo, entre Nossa Senhora e o Espírito Santo. Mas este mês de Maio é uma oportuna ocasião para ler e meditar este livro também porque ainda estamos a viver o período de quarentena imposto pelas autoridades para nos defendermos do coronavírus.         

Não devemos viver esta quarentena como uma injusta limitação da nossa liberdade. Seria fazer mal a Deus, que em qualquer situação da nossa vida nunca nos deixa faltar a Sua graça. Há também a graça do coronavírus para quem souber aproveitá-la. 

Por exemplo, apesar das graves dificuldades que esta situação nos impõe, podemos viver, por algum tempo, um maior espírito de oração, de recolhimento, de reflexão.  

Podemos tentar aproximar-nos de Deus, confiando-nos a Nossa Senhora. E, para fazê-lo, São Luís Grignion de Montfort dá-nos indicações preciosas.

Por isso, dedicarei o mês de Maio a um comentário sobre o Tratado da Verdadeira Devoção de São Luís Maria Grignion de Montfort. Entretanto, convido-vos a adquirir este livro, que se pode encontrar facilmente nas livrarias ou na Internet. Encontramo-nos a 1 de Maio.   

Roberto de Mattei

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