terça-feira, 28 de abril de 2020

Chen Guangcheng: o Partido Comunista Chinês é o maior e mais perigoso vírus



«O Partido Comunista Chinês (PCC) é o maior e mais perigoso vírus do mundo». Foi o que afirmou o dissidente invisual Chen Guangcheng na conclusão de uma conferência-debate online organizada pela Universidade Católica da América.       

No fórum, organizado, a 24 de Abril, pela associação Faith & Law e pelo Instituto para uma Ecologia Humana, Chen sublinhou que o PCC se manteve calado sobre a propagação do vírus em Wuhan e no País, manipulou o número de infecções e de mortes, violou os direitos dos cidadãos. «Está na hora – disse – de reconhecer a ameaça que o PCC representa para toda a humanidade. O PCC reprime e manipula informações para fortalecer o seu poder, sem nenhuma consideração pelo valor das vidas humanas».         

Chen Guangcheng tornou-se advogado nos Estados Unidos, onde foi recebido como refugiado em 2012. Na China, foi perseguido por ter denunciado a violência do Partido na implementação da política do filho único com abortos forçados e esterilizações, em Shandong, e por ter revelado o escândalo da venda de sangue entre os agricultores de Henan, em que funcionários do governo, usando seringas infectadas, espalharam o vírus HIV.    

No encontro, Chen alertou os governos para o uso do «método chinês» na luta contra o coronavírus, citando a falta de fiabilidade dos dados fornecidos pelo governo e o seu estilo militar. «Famílias inteiras – relatou – foram encontradas mortas nos seus apartamentos porque não podiam sair». Também disse que «as autoridades dizem ao mundo exterior que têm o vírus controlado» e «ordenam que todos regressem ao trabalho», mas ainda existem zonas isoladas no País. «O ressurgimento do vírus está directamente ligado ao facto de o PCC esconder a verdade e esmagar as pessoas que tentam partilhar informações» sobre a epidemia.    

Chen também denunciou que o Partido está a usar a crise pandémica para atingir os dissidentes, detendo activistas dos direitos humanos com a desculpa da «quarentena».          

Através de AsiaNews

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