terça-feira, 9 de julho de 2019

Familia Christi comissariada e destruída



A Fraternidade Sacerdotal da Familia Christi, comissariada pelas razões habituais, já recebeu o veredicto: todos os membros, excepto os sacerdotes, devem sair. Missão cumprida.         

No passado mês de Dezembro, a Fraternidade Sacerdotal da Familia Christi de Ferrara, em Itália, tornou-se a última associação religiosa tradicional e rica em vocações a ser intervencionada pelos novos ventos de renovação, neste caso através de Monsenhor Daniele Libanori, Bispo Auxiliar de Roma, nomeado “comissário plenipotenciário” da Fraternidade por ordem da Santa Sé.                                   

Sete meses depois já temos um veredicto em forma de decreto: Libanori ordenou que todos os postulantes e noviços deixassem a comunidade. Não se permite à comunidade receber novas vocações. Como é, infelizmente, usual nestes casos, não se dá nenhuma razão para justificar a drástica decisão.               

A Fraternidade Sacerdotal da Familia Christi, sociedade de vida apostólica de direito diocesano, aprovada a 8 de Setembro de 2016 pelo então Arcebispo de Ferrara-Comacchio, Monsenhor Luigi Negri, esteve durante algum tempo no centro das atenções do actual titular da Arquidiocese, Gian Carlo Perego, conhecido pelas suas posturas ultra-progressistas, muito alinhado com os ares que correm tanto na Conferência Episcopal Italiana como na Cúria Romana.    

A provação começou quando Perego decidiu expulsá-los da sua Paróquia, Santa Maria in Vado, com o vago pretexto da “unidade pastoral”, apenas para proibi-los da celebração pública da Missa na sua nova localização provisória, Santa Clara, à espera de um destino definitivo que nunca chegou.                    

Em vez disso, a pedido do próprio Arcebispo, o Cardeal Luis Ladaria, Prefeito da Congregação para Doutrina da Fé, nomeou um comissário para administrar a Fraternidade, o jesuíta Daniele Libanori, Bispo Auxiliar de Roma, depois da habitual “visita canónica” para verificar a validade dos elementos e as conclusões que surgiram durante a visita. Perego, através de uma nota, agradeceu à «Santa Sé o cuidado e a atenção ao bem dos fiéis da nossa Igreja» e convidou «todos a rezar para que o trabalho do comissário traga frutos de graça à Igreja de Ferrara-Comacchio». 

Carlos Esteban 

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