quinta-feira, 20 de junho de 2019

Relatos de três Milagres Eucarísticos


1. Milagre Eucarístico de Santarém (Portugal, século XIII)  
Uma mulher vivia em Santarém e estava angustiada porque suspeitava que o seu marido lhe era infiel, por isso, decidiu recorrer a uma bruxa para que a pudesse ajudar. A feiticeira disse-lhe que o seu serviço custava uma hóstia consagrada. A mulher, então, foi à Missa, à Igreja de Santo Estêvão, e, no momento da Sagrada Comunhão, manteve a partícula consagrada na língua, retirou-a da boca, envolveu-a no seu véu e dirigiu-se para a porta da Igreja. Para sua grande surpresa, e antes de sair do templo, a hóstia começou a sangrar. Ainda assim, a mulher foi com a hóstia que sangrava até sua casa, tendo-a guardado num baú. Nessa noite, uma luz milagrosa emanava do baú. Arrependida do que havia feito, na manhã seguinte confessou ao sacerdote o que tinha feito. O sacerdote foi a sua casa e reconduziu o Santíssimo Sacramento de novo ao templo. Depois de uma investigação e da aprovação do milagre, a Igreja passou a chamar-se Santuário do Santíssimo Milagre e a hóstia que sangra pode ser vista.        

2. Milagre Eucarístico de Lanciano (Itália, século VIII)         
No século VIII, um padre sentia-se tentado sobre a presença real de Jesus na Santíssima Eucaristia. No decorrer de uma Santa Missa, enquanto dizia as palavras da consagração, viu o pão transformar-se em carne humana e o sangue coagular-se em cinco glóbulos – acredita-se que por causa das cinco Chagas de Cristo. A notícia do milagre difundiu-se rapidamente, o Arcebispo do local iniciou uma investigação e a Igreja aprovou este maravilhoso milagre. O professor de Anatomia Odoardo Linoli levou a cabo uma análise científica da carne, em 1971, e chegou à conclusão de que a carne era tecido cardíaco, o sangue parecia ser sangue fresco e não havia vestígios de conservantes. É possível visitar a carne e o sangue milagrosos na Igreja de São Francisco de Lanciano, em Itália.        

3. Milagre Eucarístico de Sena (Itália, século XVIII)   
A 14 de Agosto de 1730, enquanto os católicos de Sena, em Itália, assistiam a um festival especial para a véspera da festa da Assunção, alguns ladrões entraram na Igreja de São Francisco e roubaram uma âmbula de ouro que continha centenas de hóstias consagradas. Dois dias depois, alguém notou que algo branco saía de uma caixa de ofertório noutra Igreja de Sena. Os sacerdotes abriram a caixa e encontraram as hóstias perdidas no meio de teias de aranha e de sujidade. Depois de limpá-las o máximo possível, as hóstias foram colocadas numa âmbula e levadas para a Igreja de São Francisco, para serem rezadas orações de reparação e de veneração. As hóstias estavam muito sujas e os sacerdotes decidiram não consumi-las, deixando que se deteriorassem. Depois de algumas décadas, todos se surpreenderam ao verem que as hóstias não se deterioraram, mas, pelo contrário, pareciam bastante frescas. As hóstias estão intactas até hoje, mais de dois séculos passados, e podem ser contempladas na agora Basílica de São Francisco, em Sena.

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