terça-feira, 7 de maio de 2019

O Bispo do Porto e os Adventistas do Sétimo Dia



Graças à informação de um seguidor do Dies Iræ, a quem agradecemos, tomámos conhecimento que, no próximo dia 15 de Maio, o Bispo do Porto, D. Manuel Linda, proferirá a conferência “A Bíblia, código de cultura do Ocidente”, organizada pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, no âmbito das “Comemorações dos 200 anos da 1.ª edição da Bíblia Portuguesa de João Ferreira de Almeida”. Face à participação descabida de um bispo católico em tão perversa iniciativa, cabe-nos, a bem da Verdade, apresentar os seguintes comentários:       

1) A Igreja Adventista do Sétimo dia, promotora do evento em que participará o Bispo do Porto, fundada em Maio de 1863, é uma igreja protestante que, entre as várias bandeiras, crê na justificação pela fé e na salvação apenas por meio da graça, ou seja, as obras não são necessárias para se poder alcançar a salvação.     

2) A Igreja Adventista do Sétimo Dia provém do chamado “millerismo”, um movimento sócio-religioso que apareceu, na primeira metade do século XIX, nos Estados Unidos, inspirado nos ensinamentos de William Miller que, entre outros absurdos, acreditava e defendia que Nosso Senhor voltaria à Terra a 22 de Outubro de 1844. O resultado foi uma grande cisão neste grupo protestante-herético, mas, pasme-se, alguns ainda continuaram a acreditar na exactidão da data (será que se vendem calendários em que todos os dias é 22 de Outubro de 1844?).           

3) A Igreja Adventista, à semelhança de todas as seitas protestantes, e os seus membros, representam aquelas pessoas que o Papa Pio XI, na Mortalium Animos (6 de Janeiro de 1928), considerava serem os que «julgam que quaisquer religiões são, mais ou menos, boas e louváveis».           

4) João Ferreira de Almeida, nascido, em 1628, em Várzea de Tavares, uma antiga freguesia do concelho de Mangualde, “converteu-se” ao protestantismo, em 1642, com 14 anos, e leu, durante uma viagem ao Oriente, um documento anti-católico, em Castelhano, intitulado Differença d’a Christandade, que veio a traduzir para Português, que, entre outras ideias, atacava a utilização do Latim, a língua oficial da Igreja, nos ofícios religiosos. Foi a partir desse momento que Ferreira de Almeida, por vezes falsamente chamado de “padre”, começou a traduzir livremente alguns trechos dos Evangelhos do Castelhano para o Português, a partir da Igreja Reformada Holandesa. Que valor nos merecerá esta pretensa “Bíblia”? Porquê que o Bispo do Porto pretende contribuir para esta encenação?    

5) Conforme diz o Catecismo de São Pio X, todos fiéis, sacerdotes ou leigos, devem «amar e honrar o próprio Bispo e prestar-lhe obediência em tudo o que se refere ao bem das almas e ao governo espiritual da diocese» (Catecismo de São Pio X, n. 210). Ao lermos este precioso excerto, tudo nos leva a considerar que a participação de D. Manuel Linda nesta iniciativa em nada contribui para o bem das almas, mas tão-somente para a possível perdição de muitas almas que venham a participar neste lastimável alarde pseudo-bíblico que afronta claramente a Sagrada Escritura e a Doutrina da Santa Madre Igreja.      

Face ao exposto, consideramos ser de grande importância que os católicos, sejam ou não da Diocese do Porto, se pronunciem publicamente contra a participação do Prelado portuense nesta iniciativa herética ou, então, contactando directamente o Prelado e, eventualmente, o Núncio Apostólico em Portugal, demonstrando o seu desagrado por mais um “tiro no pé” de D. Linda e tamanho ataque ao Sagrado Coração de Jesus, Eterno Sacerdote, que confiou a Pedro a Sua Igreja.           

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