segunda-feira, 13 de maio de 2019

Fátima e a profecia de Pio XII



Suponha, meu caro amigo [dirigindo-se ao Conde Enrico Pietro Galleazzi], que o comunismo é apenas o mais visível dos órgãos de subversão contra a Igreja e contra a tradição da revelação divina, então assistiremos à invasão de tudo o que é espiritual: a filosofia, a ciência, o direito, o ensino, as artes, a imprensa, a literatura, o teatro e a religião.       

Estou obcecado pelas confidências da Virgem à pequena Lúcia de Fátima. Essa obstinação de Nossa Senhora, diante do perigo que ameaça a Igreja, é um aviso divino contra o suicídio que representaria a alteração da fé, na sua liturgia, na sua teologia e na sua alma.       

Ouço à minha volta os inovadores que querem desmantelar a Capela Sagrada, destruir a chama universal da Igreja, rejeitar os seus ornamentos, dar-lhe remorso do seu passado histórico. Pois bem, meu caro amigo, estou convicto que a Igreja de Pedro deve assumir o seu passado ou, então, cavará a sua sepultura.   

Dia virá em que o mundo civilizado renegará o seu Deus, em que a Igreja duvidará como Pedro duvidou. Ela será tentada a crer que o homem se tornou Deus, que o seu Filho é apenas um símbolo, uma filosofia como tantas outras, e, nas igrejas, os cristãos procurarão, em vão, a lâmpada vermelha em que Deus os espera. 

Mons. Georges Roche e Philippe St. Germain, in Pie XII devant l’Histoire   

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