terça-feira, 7 de maio de 2019

Bispo nigeriano: “Estão a matar cristãos como frangos”



“Estão a matar cristãos como frangos”, no Norte da Nigéria, e o tempo está-se a acabar. Este é o angustioso grito de alerta que lança o Arcebispo de Kaduna, Mons. Matthew Man-oso Ndagoso, em declarações ao LifeSiteNews.               

Nos últimos meses tem-se intensificado uma perseguição que já é antiga e sobre a qual não apenas a imprensa secular dificilmente informa ou interessa aos profissionais da indignação internacional, como tampouco parece focar a atenção da hierarquia católica universal. Centenas de cristãos foram mortos e foram arrasadas aldeias inteiras, o que levou o Arcebispo de Kaduna, uma das dioceses mais afectadas, a fazer um apelo urgente: “estão a massacrar cristãos como frangos”.                                  

E o tempo está a acabar. “Agora mesmo, enquanto falo consigo – disse, dirigindo-se à jornalista do LifeSiteNews –, acaba de começar a estação das chuvas e os fazendeiros que nos fornecem comida têm medo de ir às fazendas porque serão sequestrados, porque serão mortos. Assim, estou com muito medo de que, se nada acontecer, daqui até aos próximos dois meses, quando as pessoas deveriam semear, e não ir às fazendas, só Deus sabe o que nos acontecerá no próximo ano em termos de segurança alimentar”.                                           

Ndagoso denuncia que os ataques levados a cabo pelos extremistas fulani contra as aldeias cristãs não são só motivados por motivos religiosos, mas também pela impunidade com que as autoridades os deixam actuar. 

Embora, em teoria, a constituição da Nigéria consagre a liberdade religiosa, nos estados do Noroeste, onde quase 98% da população é muçulmana e a xaria foi imposta na prática, os cristãos são “uma pequena minoria que, infelizmente, não conta aos olhos de alguns”.                  

Isso levou o Arcebispo a apelar à administração Trump e à comunidade internacional para que ajudem o governo nigeriano a garantir a segurança destas pessoas. “Sempre disse que o primeiro dever de um governo, em qualquer parte do mundo, é proteger as vida e as propriedades dos cidadãos, mas posso assegurar-lhe que não é o caso no nosso País, especialmente no Noroeste. Estão a matar cristãos como frangos”.                      

[Fonte: InfoVaticana]

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