quinta-feira, 7 de março de 2019

As últimas palavras de São Tomás de Aquino



A 7 de Março de 1274, no Mosteiro Cisterciense de Fossanova, em Itália, expirava S. Tomás de Aquino, o Doutor Angélico. Eis um relato dos seus últimos instantes neste mundo:         

O Santo Viático foi-lhe ministrado solenemente a 4 ou 5 de Março. O próprio Abade levou a Comunhão ao quarto do enfermo. Ao redor, estavam, de joelhos, os religiosos do Mosteiro e um bom número de Frades Menores (Franciscanos), os quais, na maioria, pertenciam à comitiva do Bispo Francisco de Terrafina, também presente nessa circunstância. E, finalmente, muitos Frades Pregadores (Dominicanos), que, à notícia da doença do Mestre Tomás, acorreram dos conventos vizinhos de Agnani e Gaeta. Reunindo todas as forças, Frei Tomás, levantou-se do leito e, prostrado por terra, ficou longo tempo em adoração a Nosso Senhor. Derramando muitas lágrimas, pronunciou belas palavras, entre as quais a sua profissão de fé, aquelas célebres expressões atestadas por Bartolomeu de Capua, pelos monges de Fossanova, registadas na Bula de Canonização: Recebo-Vos a Vós, preço da redenção da minha alma, por cujo amor vigiei, estudei e trabalhei. Desse Santíssimo Corpo de Jesus Cristo e dos outros Sacramentos muito ensinei e escrevi na fé em Jesus Cristo e na Santa Igreja Romana, a cujo juízo tudo ofereço e submeto.                  

Sem comentários:

Publicar um comentário

«Tudo me é permitido, mas nem tudo é conveniente» (cf. 1Cor 6, 12).
Para esclarecimentos e comentários, queira contactar: info@diesirae.pt