quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Um sacerdote deve ser...



Um sacerdote deve ser… 
muito grande e, ao mesmo tempo, muito pequeno;          

de espírito nobre como se tivesse sangue real          
e simples como um camponês; 

herói, por ter triunfado de si mesmo, 
e homem que chegou a lutar com Deus;       

fonte inesgotável de santidade 
e pecador a quem Deus perdoou;        

senhor dos seus próprios desejos         
e servidor dos fracos e vacilantes;       

alguém que jamais se vergou diante dos poderosos          
e se inclina, porém, diante dos mais pequenos;      

dócil discípulo do seu Mestre   
e caudilho de valorosos combatentes;

pedinte de mãos suplicantes     
e mensageiro que distribui ouro a mãos cheias;     

animoso soldado no campo de batalha         
e mãe terna à cabeceira do enfermo;  

ancião pela prudência dos seus conselhos    
e criança pela confiança nos outros;  

alguém que aspira sempre ao mais alto        
e amante do mais humilde…     

feito para a alegria,         
acostumado ao sofrimento,       

alheio à inveja,      
transparente nos seus pensamentos,  

sincero nas suas palavras,         
amigo da paz,        

inimigo da preguiça,       
seguro de si mesmo.                    

Neste poema sobre o sacerdócio, um anónimo medieval, o copista acrescentou, com grande humildade, as seguintes palavras: “completamente distinto de mim”. Rezemos por muitas e santas vocações para a Santa Igreja!

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«Tudo me é permitido, mas nem tudo é conveniente» (cf. 1Cor 6, 12).
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