domingo, 6 de janeiro de 2019

Só uma religião pode ser verdadeira



Só uma religião pode ser verdadeira: a revelada por Deus. Fomos criados por Deus, Criador de todas as coisas, para este fim: conhecê-l’O e servi-l’O. O nosso Criador possui, portanto, pleno direito de ser servido.          

Por certo, poderia Deus ter estabelecido apenas uma lei da natureza para o governo do Homem. Ele, ao criá-lo, gravou-a no seu espírito e poderia, portanto, a partir daí, governar os seus novos actos pela providência ordinária dessa mesma lei. Mas preferiu dar preceitos, aos quais nós obedecêssemos, e, no decurso dos tempos, desde os começos do género humano até à vinda e à pregação de Jesus Cristo, Ele próprio ensinou ao Homem, naturalmente dotado de razão, os deveres que dele seriam exigidos para com o Criador: “Em muitos lugares e de muitos modos, antigamente, falou Deus aos nossos pais pelos profetas; ultimamente, nestes dias, falou-nos por Seu Filho” (Heb 1, 1). Está, portanto, claro que a religião verdadeira não pode ser outra senão a que se funda na palavra revelada de Deus; começando a ser feita desde o princípio, essa revelação prosseguiu sob a Lei Antiga e o próprio Cristo completou-a sob a Nova Lei.

Portanto, se Deus falou – e comprova-se pela fé histórica que realmente falou – não há quem não veja ser dever do Homem acreditar, de modo absoluto, em Deus que se revela e obedecer integralmente a Deus que impera. Mas, para a glória de Deus e para a nossa salvação, em relação a uma coisa e a outra, o Filho Unigénito de Deus instituiu na terra a Sua Igreja.      

Pio XI, Carta Encíclica Mortalium Animos          

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