quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Dom Bosco explica como disciplinar uma criança



Uma das coisas mais desafiantes para pais e professores é saber como e quando tomar atitudes mais exigentes na hora de disciplinar uma criança. São João Bosco sabia exactamente qual era o tamanho desse desafio, já que dedicou a vida toda a formar meninos rebeldes. Não apenas ajudou centenas de jovens desfavorecidos a tornarem-se homens de bem que servissem à sociedade, como também formou formadores para multiplicar o efeito educador.                    

Nas suas cartas, estabelece um “sistema preventivo” que dispõe “os alunos a obedecerem não por medo, mas por convicção. Neste sistema, a força deve ser excluída: no seu lugar, a caridade deve ser o principal propulsor da acção”. Aqui vão 7 dicas de São João Bosco aos seus professores para orientarem as crianças no caminho da virtude:                  
1. A punição deve ser o último recurso          
Muitas vezes é fácil perder a paciência e ameaçar uma criança em vez de educá-la. Até São Paulo tinha essa tentação: lamentava-se de como alguns convertidos à fé retornavam facilmente aos hábitos inveterados; no entanto, suportava esses desafios com paciência tão zelosa quanto admirável. Este é o tipo de paciência de que precisamos ao lidar com os mais jovens.      

2. O educador tem que se esforçar para ser amado pelos alunos caso deseje obter o seu respeito       
O amor mostra-se nas palavras e, mais ainda, nas acções, com todos os cuidados direccionados ao bem-estar espiritual e temporal dos alunos.

3. Excepto em casos raríssimos, as correcções e as punições não devem ser dadas em público      
Somente casos graves de prevenção ou reparação de escândalos justificam correcções ou punições públicas. Em todos os demais casos, deve-se preservar a privacidade. Afinal, trata-se de educar, não de humilhar.          

4. Violência? Castigos físicos? Devem ser absolutamente evitados         
Em vez de educar, magoam e não só fisicamente, para além de rebaixarem a reputação e a respeitabilidade do suposto educador.          

5. As regras de disciplina, bem como as suas respectivas recompensas e punições, devem ficar bem claras para o educando, de modo que ele não possa alegar que não sabia           
Por outras palavras, as crianças precisam de limites claros. Ninguém se sente seguro se estiver a voar de olhos tapados.                

6. Seja exigente nas questões de dever, firme na busca do bem, corajoso na prevenção do mal, mas sempre gentil e prudente          
A impaciência expande o descontentamento até entre os melhores. A caridade triunfa onde a severidade encontra o fracasso. A caridade é a cura, embora possa parecer e ser lenta. Daí a necessidade, de novo e sempre, de paciência, paciência e paciência. Não se trata de ser frouxo, leniente, conivente. Já foi dito que é preciso estabelecer regras e limites claros. A paciência não consiste em tolerar a indisciplina, mas em educar na disciplina com respeito, apesar da tentação de explodir e partir para os gritos, castigos e até para punições físicas.               

7. Para ser verdadeiros pais e mestres, não devemos permitir que a sombra da raiva escureça o nosso semblante        
A serenidade deve brilhar nas nossas mentes e na nossa fronte, dispersando as nuvens da impaciência. O autocontrolo deve governar todo o nosso ser: mente, coração, lábios, mãos. Se alguém está errado, esse alguém precisa de ajuda e acompanhamento.        

Fundamental para acompanhar todos estes conselhos:         
A humilde oração a Deus é imprescindível e fará uma diferença notável, que edificará e iluminará!           

Adaptado de Philip Kosloski

Sem comentários:

Publicar um comentário

«Tudo me é permitido, mas nem tudo é conveniente» (cf. 1Cor 6, 12).
Para esclarecimentos e comentários, queira contactar: info@diesirae.pt