sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

A devoção das primeiras sextas-feiras do mês



A Grande Revelação do Sagrado Coração de Jesus foi feita a Santa Margarida Maria Alacoque durante a oitava da festa de Corpus Christi de 1675. “Eis o Coração que tanto amou os homens, que nada poupou, até se esgotar e se consumir para lhes testemunhar o seu amor. Como reconhecimento, não recebo da maior parte deles senão ingratidões, pelas suas irreverências, sacrilégios, pela tibieza e desprezo que têm para comigo na Eucaristia. Entretanto, o que Me é mais sensível é que há corações consagrados que agem assim. Por isto te peço que a primeira sexta-feira após a oitava do Santíssimo Sacramento seja dedicada a uma festa particular para honrar o Meu Coração, comungando neste dia e O reparando pelos insultos que recebeu durante o tempo em que foi exposto sobre os altares. Prometo-te que o Meu Coração se dilatará para derramar os influxos do Seu amor divino sobre aqueles que Lhe prestarem esta honra”.   

As doze promessas      

1) A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem do Meu Sagrado Coração.        
2) Eu darei aos devotos do Meu Coração todas as graças necessárias ao seu estado.        
3) Estabelecerei e conservarei a paz nas suas famílias.        
4) Consolá-los-ei em todas as suas aflições. 
5) Serei o seu refúgio seguro na vida e, principalmente, na hora da morte.
6) Lançarei bênçãos abundantes sobre todos os seus trabalhos e empreendimentos.         
7) Os pecadores encontrarão, no Meu Coração, uma fonte inesgotável de misericórdias. 
8) As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas pela prática dessa devoção.      
9) As almas fervorosas subirão em pouco tempo a uma alta perfeição.      
10) Darei aos sacerdotes, que praticarem especialmente essa devoção, o poder de tocar os corações mais empedernidos.           
11) As pessoas que propagarem esta devoção terão os seus nomes inscritos para sempre no Meu Coração.        
12) A todos os que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna.                   

Prometo-te, na excessiva misericórdia do Meu Coração, que o Meu amor omnipotente concederá, a todos os que comunguem nas primeiras sextas-feiras de mês, durante nove meses consecutivos, a graça da penitência final e que não morram em Minha desgraça, nem sem receber os Santos Sacramentos, assegurando-lhes a Minha assistência na hora final.      

ACTO DE DESAGRAVO AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS 
(rezai-o sempre, particularmente nas primeiras sextas-feiras de cada mês) 

Dulcíssimo Jesus, cuja infinita caridade para com os homens é deles tão ingratamente correspondida com esquecimentos, friezas e desprezos, eis-nos aqui prostrados, diante do Vosso altar, para Vos desagravarmos, com especiais homenagens, da insensibilidade tão insensata e das nefastas injúrias com que é, de toda parte, alvejado o Vosso Dulcíssimo Coração.  

Reconhecendo, porém, com a mais profunda dor, que também nós, mais de uma vez, cometemos as mesmas indignidades, para nós, em primeiro lugar, imploramos a Vossa misericórdia, prontos a expiar não só as nossas próprias culpas, senão também as daqueles que, estando longe do caminho da salvação, ou se obstinam na sua infidelidade, não Vos querendo como pastor e guia, ou, conspurcando as promessas do Baptismo, renegam o jugo suave da Vossa Santa Lei.    

De todos estes tão deploráveis crimes, Senhor, queremos nós, hoje, desagravar-Vos, mas, particularmente, das licenças dos costumes e imodéstias do vestido, de tantos laços de corrupção armados à inocência, da violação dos dias santificados, das execrandas blasfémias contra Vós e os Vossos santos, dos insultos ao Vosso Vigário e a todo o Vosso Clero, do desprezo e das horrendas e sacrílegas profanações do Sacramento do Divino Amor, e, enfim, dos atentados e rebeldias oficiais das nações contra os direitos e o magistério da Vossa Igreja.         

Oh, se pudéssemos lavar com o próprio sangue tantas iniquidades! Entretanto, para reparar a honra divina ultrajada, oferecemos-Vos, juntamente com os merecimentos da Virgem Mãe, de todos os santos e almas piedosas, aquela infinita satisfação que Vós oferecestes ao Eterno Pai, sobre a Cruz, e que não cessais de renovar todos os dias sobre os nossos altares.       

Ajudai-nos, Senhor, com o auxílio da Vossa graça, para que possamos, como é nosso firme propósito, com a viveza da fé, com a pureza dos costumes, com a fiel observância da lei e caridade evangélicas, reparar todos os pecados cometidos por nós e pelos nossos próximos, impedir, por todos os meios, novas injúrias à Vossa Divina Majestade e atrair ao Vosso serviço o maior número possível de almas. 

Recebei, ó Jesus de Infinito Amor, pelas mãos de Maria Santíssima Reparadora, a espontânea homenagem deste nosso desagravo, e concedei-nos a grande graça de perseverarmos constantes até a morte no fiel cumprimento dos nossos deveres e no Vosso santo serviço, para que possamos chegar todos à Pátria bem-aventurada, onde Vós, com o Pai e o Espírito Santo, viveis e reinais, Deus, por todos os séculos dos séculos. Ámen.    

Sem comentários:

Publicar um comentário

«Tudo me é permitido, mas nem tudo é conveniente» (cf. 1Cor 6, 12).
Para esclarecimentos e comentários, queira contactar: info@diesirae.pt