terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Quando os cegos guiam outros cegos...



Se, em determinados casos, se permite a comunhão aos divorciados que voltaram a casar, e que vivem, portanto, em adultério (assim o diz a Amoris Laetitia, do Papa Francisco); se se dão os Sacramentos a quem decidiu aplicar a eutanásia, atentando, como homicida, contra a sua própria vida*; cada vez se irão abrindo, mais e mais, as portas a outros sacrilégios de quem vive em constante pecado mortal, sem arrepender-se, nem mudar de vida, e se abeira indignamente para comungar. Começa-se a abrir uma rachadura à heresia doutrinária contra a Palavra de Deus e à abominável prática sacrílega, para, depois, se ir, pouco a pouco, abrindo cada vez mais até que, finalmente, fique totalmente aberta. Para culminar a traição, acabaram por oferecer o Corpo de Cristo, não só aos pecadores inveterados, mas também aos quem não professam a fé católica. É a lógica consequente da heresia que passa por tudo. É a nova traição a Cristo, que conduz à apostasia geral, profetizada nas Sagradas Escrituras. Disse Cristo: «Mas, quando o Filho do Homem voltar, encontrará a fé sobre a terra?» (Lc 18, 8).        

Tu, estimado leitor-amigo, deixar-te-ás guiar por cegos que, em tal caso, te levarão ao precipício eterno? Há guias cegos que pecam por omissão, os que calam e toleram, e há os que pecam por acção, os que promovem e aprovam a heresia e o sacrilégio. Ambos participam, de forma diferente, nesta nova traição a Cristo. Por essa razão, só falam de “misericórdia”, sem necessidade de arrependimento, sem propósito de emenda, sem Confissão e sem penitência, e pouco ou nada de pecado, nem de inferno para quem morrer impenitente nos seus graves pecados.       

* NOTA: As novas e sacrílegas directrizes pastorais das dioceses canadianas permitem, sem nenhum direito, que os sacerdotes dêem a Comunhão, a Unção dos Enfermos e absolvam dos seus pecados aqueles que pretendem suicidar-se com auxílio médico, segundo a lei canadiana. A decisão será tomada por cada sacerdote, depois de um “encontro pastoral” com o interessado e a sua família.

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