terça-feira, 13 de novembro de 2018

O Vaticano abandona os greco-católicos na Ucrânia



Um dos aspectos da “mudança de paradigma” do Papa Francisco, como destacam os especialistas, é o que se refere aos seus constantes gestos em relação aos piores inimigos do Ocidente, como por exemplo a Rússia, referida por Nossa Senhora, em Fátima, como um flagelo que cairia sobre o mundo. O vaticanista John Allen, que simpatiza com a Ostpolitik vaticana, afirma que o Papa é aliado de Putin, chefe da guerra na Síria, mas, ao mesmo tempo, faz silêncio sobre a invasão russa à Ucrânia. Desse modo, a diplomacia vaticana decepciona o rito greco-católico ucraniano, o maior rito oriental da Igreja.    

O Pontífice deixou eufórico o “Patriarcado de Moscovo”, cismático, cujos representantes foram a Roma pedir o fim do apostolado dos greco-católicos. Para os russos ortodoxos, esse rito nem sequer deveria existir. No último mês de Julho, o Papa recebeu o Arcebispo Maior dos greco-católicos. No comunicado emitido depois da reunião, este último “refutou sistematicamente tudo quanto o Papa tinha afirmado no seu encontro com os ortodoxos russos”. Os Papas sempre apoiaram os greco-católicos no mundo russo, mas a diplomacia vaticana move-se, hoje, no sentido desejado por Moscovo. A “mudança de paradigma” do Papa Francisco provocou neste tempo, em grau máximo, uma inversão contrária à História e à Fé (“Catolicismo”, São Paulo, Brasil, Outubro de 2018).  

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