terça-feira, 20 de novembro de 2018

Há algo de diabólico naqueles que não estão unidos a Cristo



Palavras dirigidas por São João Maria Vianney a Ernest Hello e a Jorge Seigneur, que pediam conselhos sobre a fundação de um jornal católico, em 1859.   

O começo de uma grande obra deve ser pequeno. Não é a questão financeira que vos deve afligir. Tudo o que Deus quer, acontece, não se sabe como. Tereis o auxílio necessário e, ainda que este falte, deveis começar”.                

Vivemos num mundo miserável. Deveis expor esta miséria e dizer a verdade sem acepção de pessoas. Há uma massa de mentiras e de erros que deveis dissipar, sem olhar às pessoas que os difundem. Deveis combater o erro, mesmo entre os católicos, pois estes têm menos direito – se posso falar de direito – de que os outros a pregar ideias erradas. Amai os vossos adversários. Rezai por eles, mas não deveis cumprimentá-los. É tempo perdido. Não procureis agradar a todos, nem a todos podeis agradar. Procurai agradar a Deus, aos seus anjos e aos seus Santos. Esse é o vosso público!”.       

Pois bem, meus filhos, mãos à obra! Os que se afastam de vós, os que vos censuram por falta de amor, intimamente vos darão razão: talvez vos defendam publicamente. Se os homens pudessem ver como trato o “Grappin” (palavra depreciativa regional com a qual o Santo tratava o demónio), diriam que não o amo. Meto-lhe medo, causo-lhe espanto, lanço-o por terra e digo-lhe: “Grappin, tu atacas-me muito bem, mas eu também me defendo”.      

Mas vós, meus filhos, dir-me-eis que os homens não são demónios. Sem dúvida, muitos não são demónios. Mas em todos os que não estão unidos intimamente a Cristo há algo latente de diabólico; contra esses deveis levantar-vos como executores de justiça. O erro é um obstáculo para a união. Meu Deus, quão inescrutável é a verdade, quão inacessível, quão repleta de vida! Uma vez mais, não deixeis de combater o erro. E, para isso, gastai a maior parte do vosso tempo. Começai, pois, e perseverai! Não vos deixeis intimidar pela contradição. A contradição não vale nada. Fareis bem e muito bem”.       

São João Maria Vianney, Cura d’Ars

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